Deu meia noite e o menino ouviu seus parentes entoando a canção, sobreposta ao barulho dos fogos de artifício. “Adeus ano velho. Feliz ano novo”. Estavam todos felizes. Menos o menino. Ele observou os fogos serpenteando o céu estrelado. E o cachorro, com medo deles, escondeu-se debaixo da escada.
O menino chegou-se numa tia mais idosa e perguntou:
“Pra onde foi o ano velho, tia?”.
“Ele passou, querido”.
“Não volta mais?”.
“Não. Nunca mais”.
“Ele morreu?”.
“Não. Ele só vai morrer quando todo mundo esquecer-se dele”.
“Você pode fazer um favor pra mim?”.
“Depende do que for”.
“Diz pro ano velho pra ele não ficar triste, pois eu nunca vou me esquecer dele!”.
“Pode deixar, querido. Prometo que vou dizer...”.
Então o menino sorriu e foi jantar com a certeza de que o tempo é infinito...
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Maracanã lotado. O ringue no centro. Noite. Refletores acesos. Comoção nacional. Flashes. Repórteres. Comentaristas. O canal do esporte.
O garoto via a tudo pela televisão. Não perdia um detalhe sequer. O irmão mais velho disse ao caçula: “Desista! O homem é um animal! Se o seu herói resistir ao primeiro round já terá sido um grande feito”. O caçula fez que não ouviu.
Pugilistas nas balanças. Cara de mau. Luvas Vermelhas. Uma contra a outra. Calção azul. “O homem é um animal”. Caminhando para o ringue. Música de filme de Hollywood. De um lado, o brasileiro. De outro, o animal.
Soa o gongo. O animal. Metralhadora de socos. Guarda fechada. A presa sente os golpes. Esquiva. Assimila outra meia dúzia de murros. Um deles furou a guarda. O animal quer matar. Cerca nas cordas. Acerta um cruzado no rosto. A presa joga-se nos braços. Juiz aparta. Separa. Salvo pelo gongo.
O irmão mais velho disse ao caçula: “Dê graças a Deus! Ele passou do primeiro round! Ele já é um vencedor!”. O caçula fez que não ouviu.
Close no brasileiro. Técnico tenta estancar sangue na sobrancelha esquerda. Pugilista ofegante. O caçula tem certeza que seu herói não vai perder. Ele tem forças reservas. Tem cartas na manga. Tem esperança.
O gongo. Brasileiro com medo. Passos pra trás. Narrador tenso. “O homem é um animal”. Jogo de pernas. O brasileiro acerta um murro na cintura. O maracanã comemora um gol. O garoto pula do sofá. O narrador aumenta o tom da voz. Mas o animal nem sentiu nada. Sorri, abaixa a guarda, chama pra luta.
O animal acerta uma seqüência de socos curtos e quebra a guarda do brasileiro. Olho esquerdo inchado. Respiração ofegante. É agora! O golpe fatal. “O animal quer matar”. Aproxima-se. Prepara o grande soco.
O menino grita: “Um gancho! Acerta um gancho nele!”.
E eis que o brasileiro tirou suas cartas da manga. Na hora certa. No momento exato. Agora ou nunca. A mão de aço atingiu a ponta do queixo do animal. A ponta do queixo. A mão de aço. A queda inesperada do animal. O corpo desmaiado na lona. As arquibancadas tremem. Nocaute. O narrador se esgoela:
“Adilson Rodrigues Maguila, MAGUILA, MAGUILAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!”.
O garoto sai correndo pela casa: “Adilson Rodrigues Maguila, MAGUILA, MAGUILAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!”.
O irmão mais velho diz ao caçula: “Acorda! Acorda! Você estava sonhando de novo com essa luta”.
O caçula fez que não ouviu. E pôs-se a dormir novamente...
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Eu não acompanhava uma série de televisão desde Arquivo X. Agora, confesso: estou viciado em Lost!
Sempre olhei com bons olhos as ficções que explorassem a teoria dos grupos. É muito interessante mesmo observar a partir de quando uma reunião de pessoas desconhecidas e muito diferentes entre si transforma-se num GRUPO. Isto foi magistralmente abordado em O Cubo.
Outro fator de atração é o deslocamento do mundo real para uma nova realidade. Seja numa ilha perdida e misteriosa ou numa gigantesca estrutura labiríntica, as pessoas que se vêem presas num mundo totalmente novo, onde as antigas regras não se fazem mais presentes, passam obrigatoriamente por uma experiência forçada de auto-conhecimento.
E ainda há a profundidade de cada personagem de Lost. O sábio carecão, o médico altruísta, a grávida abandonada, o casal de estrangeiros em crise. Cada um, com suas características próprias, e seu papel específico na trama.
E a trama é bem costurada. Os episódios não são muito independentes ente si. Há sempre uma relação entre cada episódio, que se responde um mistério, logo cria outro. Há sempre uma relação entre o que acontece na ilha e a vida anterior de cada personagem. E há uma relação subliminar entre os próprios personagens, antes mesmo de eles se conhecerem, antes mesmo de eles tomarem o vôo. Como Sawyner, que conheceu o pai de Jack antes do vôo. Isso dá a impressão de que a reunião de todas aquelas pessoas não foi resultado do caos.
E também não podemos esquecer dos mistérios, que suscitam reflexões filosóficas, científicas ou religiosas de alto nível.
Stephen King disse que se fosse escrever o final da série deixaria claro que tudo não passou de um delírio do médico Jack. Já eu tenho a impressão de que eles todos já estão mortos. E a ilha é apenas uma oportunidade de eles atingirem um grau de perfeição moral exigido para adentrarem num outro nível de vida.
Atentemos para a semelhança para o antigo desenho animado Caverna do Dragão, no qual os garotos sempre fracassam ao encontrar um caminho de volta pra casa. E qualquer semelhança com o desastre da Gol será mera coincidência.
Será?
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E às vésperas do aniversário do grande messias, umas dúzias de senhores engravatados reunir-se-ão para fins de causa própria. E uma raiva incontrolável surgirá no âmago do povo da antiga terra de vera cruz. E eis que o neto do grande cacique branco terá suas costas perfuradas por uma faca furiosamente amolada por uma dama anônima da nação...
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Pessoal,
“Tudo que eu tenho” é uma versão de Everything I Own, e foi sucesso na voz de Diana. A música também é tema do filme O céu de Suely, de Karim Aïnouz, que conta a história de uma nordestina que decide rifar seu próprio corpo.
O filme é muito bom, pois mostra um Brasil que poucos conhecem e sem aquele glamour poético e artificial como outros tentam pintar a ‘realidade nordestina’. As cidadezinhas do interior cearense são mostradas assim como são. As músicas cantadas pelos personagens são as mesmas cantadas pela população local. Os atores, principalmente os que interpretam os personagens secundários, deram show.
Mas não vi muita relação da música com o filme. O céu de Suely é uma história que toca no tema da prostituição. E a música “Tudo que eu tenho” não tem nada a ver com esse tema. A personagem principal adere muito facilmente à prostituição e dela consegue todos os seus objetivos finais, embora enfrente alguns fortes percalços. Fico com um pé atrás sempre que a prostituição é mostrada como um caso de sucesso.
Lembro-me de uma passagem do livro Memórias de minhas putas tristes, de García Márquez, no qual uma ex-prostituta já velha afirma mais ou menos o seguinte: (citação de memória): “Eu trocaria todos os homens com que já deitei, por apenas um, mesmo que fosse o pior de todos, mas fosse apenas meu”. Achei muito bonito. E para acabar com a polêmica, deixo pra vocês a oportunidade de ouvirem a música e lerem a letra, logo aí abaixo.
'Tudo que eu tenho', de Diana
(Everything I Own) - (David Gates-Versão:Rossini Pinto)
Que bom seria ter seu amor outra vez/ Você me fez sonhar, trouxe a fé que perdi/ E nem eu mesma sei por que eu/ Eu só quero amar você
Tudo que eu tenho meu bem é você/ Sem seu carinho eu não sei viver
Tudo que eu tenho meu bem é você/ Volte logo meu amor. (REFRÃO)
Eu tento esquecer que você já foi meu/ Nunca mais eu achar um outro amor e nem vou procurar/ Não quero amar a mais ninguém/ Como você não há ninguém
REFRÃO
Se você não voltar, vou sozinha ficar/ Solidão vai morar comigo/ Vou viver infeliz/ Pois o que eu sempre quis foi viver contente/ sempre ao lado seu.
REFRÃO
Josué Ribeiro comenta a participação de Mc. Leozinho no especial de fim de ano de Roberto Carlos
bruno azevêdo reclama da ausência do brega na festinha anual de confraternização da Música Popular Maranhense (MPM)
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No último Encontro Natalense de Escritores, um mendigo bêbado sentou-se ao lado dos escritores convidados. A organização do evento deu um jeito de retirá-lo do recinto sem uso de força. Os escritores Marcelino Freire e Zuenir Ventura fizeram esta e aquela outra crônicas sobre o assunto, respectivamente.
Eu também fiquei com inveja deles e resolvi fazer também a minha crônica sobre o mendigo do ENE. Vejam abaixo:
Jaboti cambaleia nas tortuosas ruelas da ribeira de guerra. Derradeiros goles no gargalo da garrafa de vidro verde. E de repente, “eu sou o gênio da garrafa”. Gargalhadas ao léu. E ainda espanta as grandes moscas que se inebriam do bafo quente de sua boca voraz, como abelhas ao néctar; ou à carniça, os urubus.
Da imundície que se amontoa nas latarias da esquina, retira o jornal lido, borrado e amassado. E foi bem ali, no largo da rua, no moscaréu do lixo, numa nota imberbe de coluna, que ele deu fé do seu merecido prêmio. “E o mundo saberá do valor dos gênios. E, nesse dia, a justiça inundará no reino das sombras”.
Sentou-se, pois, onipotente, num majestoso trono plantado no interior da grande estrutura climatizada, doce alçapão de papa-jerimuns. Avizinhou-se daquele que era o dito dono das totonhas, e por ventura, daquele que estudara os meandros da inveja.
E, às narinas de ambos, adentraram-se aqueles odores esvoaçantes que escapuliam dos orifícios do ébrio. O dito fora-se ao toalete. Aquele outro ao camarim. Afastaram-se também algumas senhoras de além-mar. E ao gênio da garrafa sobrou-lhe a solidão do trono.
Mas alguém, com sua gravata imponente, perguntou-lhe o nome, a origem e a finalidade de sua visita. “Eu sou o gênio da garrafa, venho dos confins para receber meu prêmio, que me devem já faz tempo”.
“Trouxe-lhe o prêmio, favor acompanhar-me até lá fora”.
Uma nota de dez. Tão limpa, tão lisa, que parecia falsa. O velho a pôs em direção do sol, avaliou-a minuciosamente e sentenciou: “É uma preciosidade. Muitíssimo obrigado. Vou botá-la num quadro”.
E partiu emocionado seu Jaboti, crente na justiça que inundará o reino das sombras...
por Thiago de Góes
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O cantor Roberto Carlos irritou-se com sua biografia não-autorizada, “Roberto Carlos em Detalhes”, escrita por Paulo César de Araújo, também autor de Eu não sou cachorro, não.
O cantor diz que vai processar o escritor. Por sua vez, o escritor diz que seu livro ajuda a explicar o cantor.
Roberto também diz que vai fazer sua autobiografia. Muito tempo atrás, um cara chamado Dostoevsky escreveu:
O homem mente sempre, quando fala de si mesmo...
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E os Contos Bregas descobrem mais um brega-blog. Anotem aí o nome: BroxaMusic. Trata-se de um blog no qual estão disponíveis vários podcasts sobre brega. Ou seja: lá você pode ouvir muita música brega. Muita mesmo. Vejam só o slogan do blog, produzido por Diogo Lopes: "Só aqui você escuta música ruim de qualidade!". Simplesmente sensacional! Vocês estão esperando o quê? Corram lá e ouçam muita música ruim de qualidade. É só clicar aí no link: BROXAMUSIC
Pessoal,
Lembra do Programa Legal, da TV Globo, apresentado por Regina Casé? Pois aquele programa já gravou um clipe reunindo a nata da turma brega. Pra quem não viu na época, poderá ver agora, pois o clipe foi postado no YouTube. Clique na telinha aí abaixo para assistir ao vídeo, e acompanhe a letra logo embaixo. E não esqueça: “Eu sou brega, mas sou feliz. Muito mais brega é o meu país!”
Eu sou brega, mas sou feliz/ Muito mais brega é o meu país 2x
Ser brega é sofrer de uma dor sofrida ODAIR JOSÉ
É lamber a casca da própria ferida WALDICK SORIANO
É se afogar num oceano de amor FERNANDO MENDES
É apanhar até gostar da dor MARISA ORTH
Eu sou brega, mas sou feliz/ Muito mais brega é o meu país 2x
Quem me chama de brega não presta ( )
Me orgulho do chifre na testa ( )
Eu adoro rastejar na lama, E me limpar no lençol da sua cama (SIDNEY MAGAL)
Quem gosta de amar não nega. O amor é cego e brega (GILLIARD)
Homem, mulher, bicho, leão. Tudo é brega, tudo é paixão (MARQUINHOS MOURA)
Eu sou brega, mas sou feliz/ Muito mais brega é o meu país 2x
Meu pinguim fugiu de mim, Se mandou com um anão de jardim (BARTO GALENO)
Foram morar em paquetá onde ser brega é o que há ( )
Brasil, país sentimento, É tão brega que eu não agüento ( )
Mas como não sou idiota, Me orgulho de ser patriota ( )
Eu sou brega, mas sou feliz/ Muito mais brega é o meu país 2x
“Lá vem ele com suas invenções”, pensou a irmã mais velha. “Sempre querendo ser diferente!”. O caçula decidira fazer uma abacatada, ao invés de tradicional pipoca, para verem o filme de terror.
Na telinha, uma garota endiabrada masturbava-se com um crucifixo e girava o pescoço numa volta completa. Também fazia levitar a cama onde seus pés e braços foram amarrados com fúria e medo. Entre os pingos de água benta que lhes fazia arder a pele de moça perdida e as orações medievais que ouvia sem disfarçar o tremendo asco, ela xingava sem dó ambos os sacerdotes. Um menos forte que o outro, um menos crente que o outro.
Uma hora, quando a irmã mais velha estava quase mijando-se de medo, a garota endemoniada decidiu estragar a noite. Ela vomitou no padre aquele vômito estranhamente verde.
Tão verde quanto uma doce abacatada...
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Pessoal,
Estou dando uma força para a campanha Belina Mamão na promoção Lata Velha, do Programa do Luciano Huck. A Belina Mamão é uma excelente banda de brega, que se desloca mesmo num carro Belina velhíssimo, que vocês podem ver na foto acima. A Belina deles merece mesmo uma reforma!
Encaminho abaixo um e-mail que recebi do líder da banda, Franklin Medeiros, conclamando a todos para enviar uma carta para a produção do Programa.
Mande a carta com a foto acima e o texto do post logo abaixo, que tem uma grande reportagem que eu fiz contando a história da banda, algum tempo atrás. O endereço do programa está logo aí embaixo.
AI SE FOSSE VERDADE!!
vocês devem saber que a nossa Belina está realmente Mamão!
Como vocês podem ajudar?
que tal escreverem pro programa do Luciano Huck, promoção LATA VELHA !!
escrevam uma carta contando como tá difícil chegar aos shows com a Belina
Mamão demais! Sejam Criativos e falem do estado do carro e de como seria
legal se o Luciano Huck ajeitasse a Belina Mamão!
use a foto postada no flog ( www.fotolog.com/_franklin) pra enviar junto com
a carta!
Bem, a idéia é essa! quem se sensibilizou com a história, escreva pra lá
pedindo:
POR FAVOR LUCIANO HUCK, AJEITE A BELINA MAMÃO !
As cartas deverão ser enviadas para:
Promoção LATA VELHA
CAIXA POSTAL 70630 - Cep: 22741-970
Rio de Janeiro / RJ
abração, conto com vocês!
Franklin Roosevelt de Medeiros
Músico / Compositor
Banda Belina Mamão
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Um carro muito mamão. Uma banda muito brega
por Thiago de Góes
Em 1970, a Ford lançava uma perua silenciosa e confortável pertencente à família Corcel. A montadora chamou-a pelo singelo nome de Belina. O veículo tinha boa suspensão e era muito econômico. Disponível em versões de duas e quatro portas, o carro comportava facilmente cinco pessoas e ainda contava com bagageiro de teto opcional.
Três décadas depois, já tendo saído de linha, um exemplar do automóvel (modelo 75, na cor mamão, remendado com cimento e durepox e com o carburador sujo) tentou percorrer a Ladeira do Sol, uma subida muito íngreme localizada na entrada da Praia do Meio, em Natal (RN), que costuma dar prego nos motores mais desgastados.
Estavam no automóvel cinco músicos que atendem pelos nomes artísticos de Dedé Braga, Franci Lee Flores, Galego do Bar, Iratan Dagata e Assis Tachou. Eles são integrantes de uma banda de brega natalense, batizada carinhosamente pela alcunha do querido veículo que transporta a banda: Belina Mamão!
“Não conseguimos subir a ladeira. Era madrugada e fazia o maior perigo do mundo. Todas as caixas de som estavam na mala. Descemos de ré. Lá em baixo, ela pegou de novo. Então subimos de primeira marcha, torcendo pra chegar lá em cima e também lá em casa”, relembra Franci Lee Flores, ou Franklin Medeiros.
Ele confessa que a manutenção da perua é bastante trabalhosa. “Toda semana, há uma coisa pra fazer: cano de escape, radiador, carburador, lanternagem etc. Realmente, acho que ainda vamos passar muitos perrengues...”.
Ele tem razão. Nestas condições, a Belina certamente ainda deve enfrentar muitas dificuldades para subir ladeiras íngremes. Mas o mesmo não deve acontecer com a banda homônima, na subida das paradas do sucesso.
Aliás, a Belina Mamão acaba de dar o primeiro passo rumo ao estrelato. No último dia 04 de julho, a banda abriu o show de, nada mais nada menos, Waldick Soriano, no Teatro Alberto Maranhão (Natal-RN), dentro do Projeto Seis e Meia. Eles também abrirão o show de Waldick nos próximos dias 19 e 20 de julho, em João Pessoa e Campina Grande. E na primeira quinzena de agosto, o Belina Mamão estará em Fortaleza para gravação do primeiro CD, que será realizada no estúdio de Dorgival Dantas!
Em suas apresentações, eles arrebentam na execução de clássicos do brega de seus maiores ídolos (Carlos Alexandre, Reginaldo Rossi, Alípio Martins, Amado Batista, Odair José, Lindomar Castilho), e “ídolas” (Eliane, Núbia Lafaiet, Jane e Erondí, Diana e outras).
E por falar em bregueiras, os integrantes da banda, que nasceu no dia 8 de março (Dia Internacional da Mulher), garantem que as mulheres estão cada vez mais virando fãs da música brega.
“O número de mulheres curtindo brega, principalmente em nossos shows, é muito grande! Elas também levantam o copo ao ouvir um grande sucesso brega, entrando totalmente no clima!”, revela Franklin.
Uma noite, porém, elas quase não puderam entrar no clima. É que, faltando 15 minutos para o início do show, adivinhem o que aconteceu? Pane seca na Belina. Faltou gasolina. “O contratante ligou aperreado. Após colocarmos o combustível com o auxílio de um balde, seguimos viagem, mas percebemos que o tanque estava furado. Então apertamos o pé pra conseguir chegar no local do show a tempo. Não deu outra, o carro chegou lá, só na banguela, e a gasolina acabou assim que estacionamos na frente da casa de show”, relembra Franklin. E completa: “O show foi massa, mas a Belina voltou rebocada pra casa, sem contar que a corda que a puxava arrebentou umas duas vezes...”.
Franklin confessa que o estado do veículo está mesmo lastimável, mas espera ganhar muito dinheiro com a banda, para poder consertá-lo de forma que ele não os deixe na mão quando mais precisem do automóvel.
Mas, apesar dos contratempos, a banda realmente ama o veículo que lhe deu o nome. “Há pessoas que têm um carrão importado na garagem, mas não possuem dinheiro para pagar o financiamento. Isto é brega, no mal sentido”.
No bom sentido, brega mesmo são eles, que trazem uma proposta emocionante, irreverente e divertida, tocando canções que, de uma forma ou de outra, fizeram parte da vida de cada um que os vai assistir.
Brega mesmo é a Belina Mamão, assim como brega também são os seus parentes mais próximos, segundo Franklin: o Fuscão Preto, a Brasília Amarela, o Del Rey, a Variant 2, o Mercedão Vermelho, o Motoqueiro e a Bicicleta envenenada!
Já pensou numa corrida com todos esses veículos? A Fórmula 1 que se cuide...
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Matheus Trunk disseca a vida e a obra do astro brega Odair José
Josué Ribeiro comenta sobre a vida e obra de Waldick Soriano e seu mais novo DVD pela Gravadora Gema.
bruno azevêdo anuncia a nova sensação do brega: a Sarney Brega Band
A menina viu a loirinha do programa infantil entrar no banheiro do shopping. Sem dizer para as amigas, ela foi tentar pegar um autógrafo. Tirou uma caneta da bolsa e arrancou um pedaço do papel disponível para enxugar as mãos.
Mas a loira entrou primeiro numa das cabines!
Assustada, a menina entrou na cabine vizinha. Será que a loira estava fugindo dos fãs? Será que vai vestir uma peruca para disfarçar-se? Indignada com tal possibilidade, ela vagarosamente colou sua cabeça ao chão tentando ver alguma coisa pela abertura inferior da divisória.
Ela viu apenas uma calcinha branca perdida entre dois tornozelos e ouviu um familiar e suave barulho de líquido contra líquido.
E saiu correndo, desesperada e gritando feito louca:
“ELA FEZ XIXI! ELA FEZ XIXI! ELA FEZ XIXI...”.
Desde então, suas amigas nunca mais a trataram da mesma forma...
Pessoal,
Preciso da ajuda de vocês. Quem souber do telefone de Kátia, a cantora cega que se apresentava no Programa Silvio Santos, favor informar para o e-mail thiagodegoes@bol.com.br
Quero falar com ela para pedir que faça o prefácio do meu novo livro Contos Bregas vol. 2, que terá contos inspirados e epigrafados apenas por versos de cantoras mulheres. O primeiro Contos Bregas tem histórias baseadas em músicas de homens.
Ela mora no Rio de Janeiro, tem uma empresa chamada Kátia Multimídia e já trabalhou no projeto Dosvox, software de leitura de sites para cegos.
Entretanto, todos os telefones e e-mails dela divulgados na Internet estão errados. Portanto, quem puder me ajudar, eu ficaria muito agradecido.
QUEM SOU EUJornalista,escritor, bancário, potiguar, 29 anos Meus Livros
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