Recebi esse texto por e-mail e repasso para vocês. Cada argumento enumerado pelo autor Marcelo Barbão me fez lembrar muito do projeto Jovens Escribas, do qual faz parte meu livro Contos Bregas. Cada um. E vocês, o que acham? A culpa é também dos escritores? O que acharam das soluções do autor? Eu achei geniais!
Veja só uma parte do texto que selecionei para vocês:
Entre todas as artes milenares ou recentes, a literatura é uma das únicas que ainda vive “dependente”. Parece que entre nós (sim, eu me incluo aqui), escritores, a rebeldia punk dos anos 70 não aconteceu. Olhamos para o outro lado e continuamos a mandar nossos originais xerocados para as grandes editoras, esperando que alguém nos leia e descubra “nossa genialidade”.
Clique aqui para ler o texto completo
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Juliana Shirley enumera os nomes mais bregas do mundo. Escolha um para o seu bebê!
Loulou do Cacharel mostra os mais bregas lençóis e capas para tábuas de passar roupas já fabricados no mundo.
Rafael Guedes descobre que Sharon Stone é a mais nova musa do brega. Ela está nas letras apaixonadas do brega paraense Dino Sena. Acompanhe as letras e baixe as músicas. Imperdível!
Pessoal,
No post Tudo sobre a disputa judicial da biografia do Rei, de 18.01.07, duas pessoas fizeram estes ótimos comentários, que seguem abaixo, junto com minhas respectivas observações:
COMENTÁRIO 1
Rafael] [www.ressacamoral.com]
Comprei a biografia há poucos dias e lembrei do que tinha lido por aqui. Ainda não passei das primeiras páginas, mas lendo o Paulo César Araújo me passa a sensação, logo de cara, que o Rei pisou na bola. O autor é um apaixonado e não esconde isso. Enfim. Tem um material que eu acho que pode te interessar no ressaca, sobre um músico que surgiu da cartola no interior aqui do Pará. O cara é genial. Abraço!
Pisou na bola é, talvez, a expressão mais correta, Rafael! Vou conferir sua indicação de músico aí do Pará!
COMENTÁRIO 2
[Matheus Trunk] [www.cineterceiromundo.zip.net]
Oi Thiago ! Belo post, você espelhou a sua opinião de maneira exemplar. O RC promete a anos, décadas que ia publicar o tal livro. A verdade real é que ele nunca vai fazê-lo. É pura enrolação. E só falta ele processar o Erasmo, porque o próprio fala ao Paulo César. Eu não li o livro inteiro, e não tenho sinceramente como julgar, seje pra um lado ou para outro. Mas o prefácil é lindíssimo, e uma verdadeira declaração de amor por um ídolo. Penso, que antes de mais nada, ele deveria ficar honrado. A questão é muito complicada: RC o processa e quer que o livro pare de ser vendido. Mas ao mesmo tempo, se perguntado se ele achava que os fãs não deveriam comprar a biografia ele desconversou: "Não é isso...". Ou seja, ele não quer a biografia, mas também acha ótimo que falem sobre ele. Aí a coisa fica complicada...
Seu comentário me suscitou uma idéia, Matheus. Se o Rei pede para proibir a biografia, mas não é capaz de dizer aos fãs que não a comprem, então... ... pode ser que este pedido na justiça seja uma jogada de marketing do próprio Rei, para que assim o livro seja mais vendido. Afinal, sabemos que não há propaganda melhor para um livro do que ele ser censurado...
Mas acho que não... Seria demais! O que vocês, leitores destes blog, acham? Opinem!
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Segundo o Google Analytics o blog Contos Bregas teve 8.710 visitas em 2006. Agosto foi o mês mais visitado.
O post mais acessado foi Renato Russo é brega?. Integrante da seção Armário do Brega, o post enumerava vários argumentos para provar que este poeta do rock brasileiro é muito brega. Houve mais de 100 acessos e comentários de pessoas que concordaram comigo...
[Matheus Trunk] [www.jovemguardabrega.zip.net]
Caro Thiago, antológico o post do Renato Russo. Eu não sabia dessa história dele com os Menudos e falando sério, "Faroeste Cabloco" parece uma puta dor de corno mesmo !! Sensacional!
[Patricia Acunha] [mensageiradavida.zip.net]
Olá estava rondando por ae e achei o seu Blog. Nossa adorei.. bem criativo vc é hein! Eusou fã do Renato Russo, e bem q concordo com vc em determinadas partes que ele tem mesmo o lado brega enrustido nele, nossa adoro coisas bregas então! rs rs rs rs Aho que se vc for passar no meu blog também irá achar muitas coisas bregas.. mas isso é outros 500! rs rs rs Um gd abraço!
[Queequeg] [http://um-por-dia.blogspot.com/]
Brega ele sempre foi. E muito. Só que como o povo gosta de fazer cara feia ao termo, ele passou a ser "o maior poeta de uma geração" ou coisa do tipo.
[Fernando] [foradesintaxe.zip.net]
eh brega sim, se vc se lembrar dakele disco em italiano dele...
E também de fãs que discordaram veementemente de mim, como esta, que no entanto gostou do blog:
[Ciça] [cbma.2@uol.com.br]
Brega ou não brega... existe coisa mais "brega" que colocar rótulos??? Porque daqui a pouco vai dizer que que além de corno e mal amado, o cara era viado e depressivo! Só não se esqueça de dizer, se for pra classifica-lo em varios quesitos... que o cara foi punk, tinha uma banda chamada Aborto Elétrico, parava de cantar se achava o publico mal criado, dava aula de filosofia e história pra quem ele achasse que merecia, era amado pelos amigos e melhor e mais brega que tudo isso foi ver a mãe MEGA FOFA do cara ir no SUPERPOP da Lucianta Gimenes num tributo que o programa fez pra ele... meus sais!!! O cara deve ter revirado na cova, e além disso tudo esqueceu de dizer que o Jerri Adriani fez um disco tributo a ele já que as vozes eram parecidas! Brega??? Quem se importa... "sou metal... raio relâmpago e trovão" Metal contra as nuvens... ADORO!!!Curti seu blog...
O segundo post mais visitado foi O que é brega e o que não é? (92 acessos). Nele, eu enumero todas as características para algo ser considerado como brega.
As páginas que mais trouxeram visitas aos contos bregas foram:
Nós nos imaginamos num mundo tão moderno e ficamos rindo de coisas tão ultrapassadas de tempos atrás e não nos damos conta do quão atrasados ainda somos. Eu sempre penso duas vezes antes de reverenciar uma novidade tecnológica. Celular? Nós rimos dos tijolões, mas nem sabemos o que será de nossos iPhones quando os aparelhos de comunicação estiverem todos integrados e embutidos no corpo dos cyborgues.
Quando vejo uma dessas maravilhas da nova tecnologia, antes de sentir orgulho por já fazer parte de um “futuro” anunciado, penso em deixá-las bem guardadas, na esperança de que em breve despertem a curiosidade de visitantes de algum museu high-tech...
E se pararmos para pensar na breguice dos atuais aparelhos tecnológicos, não faltarão observações pitorescas acerca destas maravilhas digitais. Televisão, computador, celular. É tudo muito brega!
Por que estou dizendo tudo isso? Porque li esse texto genial, escrito por Patrício Jr. lá no site dos Jovens Escribas. É uma história de alguém do ano 2079 que fala das saudades que tem do nosso tempo (2007). Veja só uma palhinha e confiram como está muitíssimo bem escrito:
“Ah, que saudade daquele tempo. Os carros eram bicombustíveis e podíamos optar por álcool ou gasolina. Sim, gasolina. Um composto líquido à base de petróleo que todos sabiam que iria acabar um dia. Pois é, dá saudade parar no posto e dizer? Põe vinte reais de gasolina?. Saudade do real. Nessa época, a língua mais falada do mundo era o inglês, a moeda de maior circulação era o dólar americano e a única superpotência bélica e econômica eram os Estados Unidos. Sim, ali no meio da América do Norte. País grande, mas com apenas dois partidos fortes: democratas e republicanos. Saudade do George W. Bush, né não? Todo mundo dizendo que ele era um assassino em massa e ninguém consegue explicar direito por quê os rumos do planeta ficaram tanto tempo nas mãos dele. Era bom ter alguém para odiar naquela época.”
Para ler esse texto completo, clique aqui
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Ele era o garoto mais tímido da classe. Recluso, porém muito observador. Viu quando o brigão da turma dos fundos entrou na sala, trazendo um segredo, uma bomba, um tesouro perdido, ou sabe-se lá o quê, estampado num sorriso malicioso.
Em pouco tempo, um caderno sujo, dentro do qual se ocultava uma revista, circulava pelas mãos da ala masculina. Havia uma forte tensão, que tentavam a custo esconder do professor. Mas as poucas garotas mais espertas já sentiam um certo cheiro de coisa proibida no ar.
O caderno não chegou nas mãos do garoto tímido, mas ele já sabia o que era. No intervalo, postou-se no último lugar de uma fila meio disfarçada, de quase uma dezena de meninos, que dava para o banheiro.
O brigão cobrou-lhe dez contos. Aos outros, apenas cinco. Mas o garoto tímido não reclamou. A vez dele iria chegar. Quando soube que se tratava das bailarinas da loirinha do programa infantil, ele ficou muito apreensivo.
O brigão batia na porta a cada cinco minutos. Quem saía entregava a revista embutida no caderno para o próximo. A vez do garoto tímido chegou. Ele entrou quase ouvindo as batidas do coração. E, ao fechar o trinco da porta, já suava em demasia.
Passou as páginas de propaganda, ansiosamente. Ele não queria perder tempo. E, enfim, lá estavam elas. Todas reunidas, todas nuas! Escandalosamente nuas! Como desconfiava, nem todas eram verdadeiramente loiras.
Na foto inicial, os chapéus, uns azuis, outros vermelhos, eram os únicos adereços que restavam da farda que costumavam usar no programa infantil. Nada daquele short branco impiedosamente minúsculo e colado, que tantas vezes o garoto sonhara arrancar.
Já salivava bastante o garoto tímido, quando o brigão bateu cinco vezes na porta. Bateu forte. O garoto não respondeu. Queria ver mais. “A diretora está vindo”, disse o brigão. O garoto estava inebriado. “Lá vem ela. Sai já daí!”.
Que viesse! Ele não queria mais saber de nada. Estava hipnotizado. Não ouviu os chamados da senhora diretora. Só tinha olhos e ouvidos e mãos para aquelas doces páginas...
Arrombaram a porta. Foi um barulho muito forte. Suficiente para acordá-lo. A decepção foi grande. Não havia revista nenhuma. Nunca houve. Talvez nunca haverá. Foi sua primeira polução noturna.
E, no dia seguinte, os amigos mais chegados ouviram uma versão um pouco diferente do sonho do garoto mais tímido da turma.
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Imperdível: Matheus Trunk, do blog Jovem Guarda/Brega Company, escreve um excelente dossiê sobre Nelson Gonçalves, para a Revista Freakium.
Leia um trecho:
“Quando me dispus a fazer esse dossiê, pude comprovar o abandono e o desprestígio que o brasileiro tem por sua história cultural. Nenhum cantor brasileiro gravou tanto, conseguiu fazer sucesso durante tantas décadas e teve carreira tão longa quanto Nelson Gonçalves”.
Para ler a primeira parte do dossiê, clique aqui
Para ler a segunda parte, clique aqui
- Daniella Cicarelli – envolvida no bloqueio do Youtube no Brasil
- Bispa Sonia Hernandes, da Igreja Renascer – envolvida com a entrada de US$ 56 mil nos EUA
- Simone Cassiano da Silva – condenada por ter jogado a filha de três meses, dentro de um saco plástico, na Lagoa da Pampulha
Confesso que eu sou do tempo da Casa dos Artistas. Acompanhei apenas as primeiras edições do Big Brother Brasil, da Rede Globo. Depois fui enjoando pouco a pouco deste tipo de reality show, que tem muito mais de show do que de realidade.
Lembro até daquela Solange, que improvisou uma versão “embromation” (inglês macarrônico) da canção We Are the World, que ficou como IARNUOU. Acho que foi a melhor coisa que já passou no programa.
Uma vez, ela pensou em voz alta. E eu achei muito suspeito. Pensar em voz alta é um índice muito forte de manipulação. Alguém duvida que aquilo tudo é combinado? Deve ter até roteiro. O cara deve ter dito assim: “Você fala o que está pensando, olhando pro horizonte. Faz uma cara reflexiva. Será importante na edição”.
Mas acontece que uma turma de bregueiros está renovando o estilo do Programa e me fez reavivar o interesse pelo formato reality show.
Tudo começou na TV Diário, no programa Clube do Brega, apresentado por Silvino Neves. Ele colocou meia dúzia de cantores bregas, como Bartozinho Galeno, e personalidades exóticas numa casa e batizou o quadro de Big Brega Brasil. Resultado: a audiência foi tanta que o quadro já está na segunda edição. Veja aí a vinheta de abertura da atração.
Depois de Silvino Neves, o próximo a parodiar o programa foi Tom Cavalcante. No seu Show do Tom, na Rede Record, o humorista encarna o personagem Pedro Bilau, paródia super engraçada do jornalista Pedro Biau. Veja só uma foto:

Qual a minha opinião disso tudo?
Acho que a fórmula do Big Brother Brasil foi muito subaproveitada e já está desgastada. Sua absorção pela paródia humorística dá um toque brega ao formato, tornado-o simplesmente imperdível. Resumindo: viva o Big Brega! Abaixo o Big Brother!
E você? O que pensa disso tudo? O que pensa do BBB7? Opine!
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Quem é muito fã de alguém já deve ter escutado a frase “ele nem sabe que você existe”. É uma afirmação que costuma irritar os fãs, ainda mais quando eles descobrem que é a mais pura verdade.
Pois bem, existe um fã que passou 15 anos pesquisando sobre a vida de seu ídolo. Entrevistou Deus e o mundo. Só não conseguiu entrevistar o ídolo, pois o cara talvez não soubesse nem que ele existia...
Mas o fã, depois destes anos todos, conseguiu que uma grande editora publicasse sua pesquisa num livro de alcance nacional. Era um presente para o seu ídolo! Aliás, um presente especial, feito por ele mesmo.
Qual seria então a reação do ídolo? Promoveria seu fã até então desconhecido ao título de fã nº 1? Não, senhores. Vejam só o que aconteceu:
O advogado do ídolo ingressa na justiça com notificação cível à editora, para que ela retire o livro de circulação. Não quer que ninguém leia. O ídolo acusa o fã incondicional de invasão de privacidade, danos morais e uso indevido da imagem. Mas o diretor da editora diz que vai continuar a vender o livro. Como se não bastasse, um fotógrafo também decide processar o fã, dizendo que ele publicou fotos sem autorização. Qual a reação do fã? Ele diz apenas algo como “tenho certeza que meu ídolo mudará de idéia assim que ler o livro inteiro”. Fã é fã, não é mesmo?
Vamos dar nome aos bois?
- O ídolo: Roberto Carlos (cantor).
- O advogado do ídolo: Marco Antonio Campos
- O fã: Paulo César de Araújo (historiador)
- O livro: Roberto Carlos em Detalhes (biografia não-autorizada)
- Editora do livro: Editora Planeta
- Diretor da editora: Pascoal Soto
- Fotógrafo: Antônio Garrido
Está faltando mais um personagem nesta história: o leitor! Afinal, quem não comprou o livro está doido para fazê-lo o mais rápido possível, antes que seja tarde. As pessoas estão loucas para saber, afinal, o que é que desagradou tanto assim ao Rei. Elas fazem mil conjecturas. Algumas opiniões já foram lançadas. O Rei não teria aprovado trechos sobre:
- o acidente em que perdeu a perna
- a compra de fotos de Myriam Rios nua à Editora Bloch
- a doença de Maria Rita
- o romance com Maysa
- o romance com Magda Fonseca
O que os leitores acharam de tudo isso?
- Uns disseram: Não vejo nenhuma ofensa nisso.
- Outros afirmaram: até o momento não li nada que desrespeite o mito ou a trajetória do maior cantor popular do Brasil
- E teve um, Josué Ribeiro, que acusou os precedentes do ídolo. O Rei já teria proibido uma outra biografia sua, chamada “O Rei e eu – minha vida com Roberto Carlos” e escrita por seu mordomo Nichollas Mariano.
O que eu acho de tudo isso?
Acho que é frescura do Rei e muita injustiça com o autor de sua biografia, que também escreveu o ótimo "Eu não sou cachorro não - música popular cafona e ditadura militar". Acho também que não há propaganda melhor para um livro do que a tentativa de proibi-lo. Neste sentido, Roberto Carlos age parecido com Daniela Cicarelli, que proibiu o YouTube por causa do vídeo erótico gravado com o namorado. Resultado: quanto mais ela proíbe, mais o vídeo é divulgado. Acho que uma coisa é o artista, outra é o cidadão. Não misturemos. O artista Roberto Carlos continua sendo o Rei. Mas o cidadão vacilou geral!
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Segundo o Google Analytics, a expressão www.bandfilmes.com.br foi a palavra-chave dos mecanismos de buscas que mais se converteu em acessos para os Contos Bregas, neste mês de janeiro. Ela ultrapassou até as expressões contos e músicas bregas, que geralmente costumam ser as campeãs de conversões.
Isto tudo porque no dia 9 de dezembro de 2005 eu postei uma mensagem sobre DVD de Elymar Santos, lançado em conjunto pela NEO/FONOPLAY e BANDFILMES.
Eu não sei realmente o motivo de tanta gente buscando o site da Band Filmes e muito menos porque elas vieram parar no meu blog. Até porque o endereço do site que divulguei na época mudou. O endereço correto agora é http://www.band.com.br/filmes/
Acho que devem ser acessos de adolescentes procurando por filmes do Cine Band Privê, como Rituais do Sexo. Ou então pelo cd duplo Floribella – Remixes e Karokê.
De qualquer forma, está registrado o meu estranhamento de acessos vindos de origens estranhas ao universo brega. Se alguém tiver uma explicação melhor, habilite-se!
Outro site que está rendendo acessos aos Contos Bregas é o blog Pensar Enlouquece. Pense Nisso. Eu ganhei um link no post sobre Objetivos para 2007, por ter sido um dos cinco primeiros blogueiros a responder meus objetivos nos comentários daquele blog. Resultado: em apenas um dia, o link rendeu-me 18 acessos e já é o 26º link externo mais popular do blog Pensar Enlouquece. Pense Nisso. Prometo que vou pensar...
Permalink: http://contosbregas.zip.net/arch2007-01-01_2007-01-31.html#2007_01-17_09_30_26-8564639-0
Eu retirei este depoimento sobre um show de Reginaldo Rossi do blog de Rafael Guedes, Ressaca Moral:
“Uma vez o Roberto me disse que só dois artistas não precisavam botar periquita no palco para fazer show. Um deles sou eu. O outro se chama Reginaldo Rossi.” Modéstia é bobagem para o cara que a cada hit - não faltaram “A raposa e as uvas”, “Leviana” e “A Marionete” (Les Marionettes) - contava sobre os seus melhores dons com o sexo oposto e dava dicas aos cornos de toda estirpe. Com a didática do melhor conquistador de boteco, ensinou as mulheres a serem damas na sociedade e devassas na cama. Revelou ao mundo que todos os homens são safados – nem ele é a exceção -, mas que podem dar a vida por um grande amor. De casaco aberto e barriga à mostra, deu uma canja de “Satisfaction” para a galera do rock’n’roll, de “Só você” para os apaixonados e distribuiu muita dor de corno para todos os lados. (Rafael Guedes)
Para ler o texto completo, clique aqui
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Pessoal,
Agora eu vou falar de uma banda do coração. Quem mora em Natal (RN), conhece a Banda Grafith (Favor não confundir com aquela banda da pop rock dos anos 80. Não tem nada a ver). Eles já foram chamados de Grupo Impossíveis e depois de Banda Suigeners. Mas foi como Banda Grafith que os irmãos Júnior, Kaká, Joãozinho, Carlinhos e Neto, além de Juninho Tigre, filho do vocalista e guitarrista Joãozinho, fizeram sucesso.
Embora não seja uma banda de brega propriamente dita, os caras da Banda Grafith são muito bregas e tocam muito brega também. Eu explico: A Banda Grafith é uma banda eclética, toca de tudo, inclusive brega.
Aliás, a música mais famosa deles é muito brega. Chama-se Cara de Cavalo e conta a história de um rapaz apaixonado por uma mulher que se parece com um cavalo, tem tudo de cavalo, ‘mas não é cavalo, não’. E é o quê? É um reggae-brega ou brega-reggae com pegada roqueira muito massa, introduzido com a singela frase “vai começar a fuleragem”, seguida da contagem “one, two, três, quatro”.
O forte da Banda Grafith é reggae das antigas. Vocês precisam ouvir “Jungle People” na voz dos caras. É flashback total. Eles não sabem falar inglês, mas tocam as músicas americanas de ouvido. E é justamente este o charme da Banda Grafith: o inglês de ouvido e sotaque brasileiro. É muito massa. Simplesmente demais!
Eu assisti a um show apenas da Grafith, mas foi inesquecível. Eles foram a banda que tocou no baile de formatura do pessoal do Pré-Neves 2001. Eu estava lá, pois era assessor de imprensa do Colégio das Neves, na época. Eu subi no palco na hora em que tocaram Cara de Cavalo, seguida de O bode, de Carlinhos Brown, outro sucesso na voz da Banda Grafith.
E eles tocaram de tudo, pois era um baile. Mas vejam só: os caras têm a capacidade de dar uma roupagem única a músicas de ritmos totalmente diferentes. Axé, forró, rock, reggae, bolero, brega. Qualquer música de qualquer ritmo fica inconfundível no estilo Grafith de tocar. Você pode não gostar de forró, mas se ouvir forró na voz deles, vai gostar. Eu não sei como eles fazem isso: dar a impressão que um brega ou um rock são músicas do mesmo estilo. Realmente é um mistério.
Se você não for de Natal e não puder dar um pulinho lá na Grafita Gravações, no Centro da cidade, para comprar um cd, dvd ou “fita cassete” (é o novo!) da Banda Grafith, ou então ir a shows dos caras para ouvir sucessos como Maria João e outros, afinal “quem sabe faz ao vivo”, não se preocupe. É só clicar no radinho aí abaixo e ouvir o mega sucesso Cara de Cavalo, cuja letra também segue abaixo.
Então, o que você está esperando para fazer parte da imensa galera grafiteira? Seja também um fã da banda, como meu amigo Raphael Menezes, um “grafiteiro” de carteirinha.
Cara de Cavalo
Banda Grafith
Vai começar a fuleragem, one, two, três, quatro
Cara de cavalo, boca de cavalo, dente de cavalo, orelha de cavalo, cabelo de cavalo
Mas não é cavalo, não
E é o quê?
Tem cara de cavalo, boca de cavalo, dente de cavalo, orelha de cavalo, pinta de cavalo
Mas não é cavalo, não
Mentira você dizer que não me ama
Não me ama, não me ama
Mentira você dizer que não me quer
Não me quer, não me quer
Mentira você dizer que não será
Que não, que não quer ser
A minha mulher
Cara de cavalo, boca de cavalo, dente de cavalo, orelha de cavalo, cabelo de cavalo
Mas não é cavalo, não
E é o quê?
Tem cara de cavalo, boca de cavalo, dente de cavalo, orelha de cavalo, pinta de cavalo
Mas não é cavalo, não
Mentira você dizer que não me ama
Não me ama, não me ama
Mentira você dizer que não me quer
Não me quer, não me quer
Mentira você dizer que não será
Que não, que não quer ser
A minha mulher
Cara de Cavalo...
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Ele estava com pouco dinheiro. Portanto, teria que decidir entre o jogo Flamengo x Corinthias, no Maracanã, e o show do RBD. Na verdade, ele queria ir ao primeiro. Mas a namorada, ao segundo. E se dependesse de sua mãe, ele não iria para nenhum dos dois, pois tinha que estudar para a prova do Enem.
Pediu ao pai adiantamento da mesada.
“Eu já dei seu presente de Natal. Lembra? Aquele livro do Harry Potter custou os olhos da cara”.
“Mas pai...”.
“Não tem mais nem menos. Você não faz idéia do tamanho da carestia, da gula da Receita Federal. E o dinheiro do INSS não dá pra nada”.
“Mas...”.
“Eu já disse que não dá. Você devia seguir o exemplo do seu irmão. Enquanto você fica brincando com a vida, ele mete a cara nos estudos. Com certeza, será aprovado no Prouni. Aliás, você já entrou na página do Inep para fazer sua inscrição no Enem?”.
“Não...”.
“Então vamos fazer o seguinte. Por que você não escreve uma carta para o Papai Noel, pedindo dinheiro, e manda pelos Correios direto pro Pólo Norte? Quem sabe o velhinho não se sensibiliza com a sua situação...”.
Com raiva, ele ligou pra namorada.
“Eu vou pro jogo. Está decidido”.
“Tudo bem. Nesse caso, eu vou pro Halloween da escola. Me chamaram pra fazer um cover da Avril Lavigne. Todo mundo vai pra lá. Vai ser muito massa!”.
Desanimado, restou-lhe apenas ajudar a mãe, colocando enfeites coloridos na Árvore de Natal...
FIM
(Essa história foi construída utilizando as 15 palavras-chave mais buscadas no Google, no Brasil, em novembro de 2006)
Bregosfera
Diários de um Jornalista Bêbado
Sp Thompson comenta sobre cd Tributo a Odair José e sobre a banda acreana Los Porongas
O fino do brega
Petronio publica seu primeiro podcast brega, com músicas como No toca-fitas do meu carro, Sara, Você é doida demais, Feiticeira e Garçon. Ouça!
musicapopulardobrasil
Josué Ribeiro relembra a trajetória musical de Agnaldo Timóteo e de Marcelo
BregaNews
Viva!
Cantor Morrissey negocia participação em concurso de música brega
O Povo
Integrantes do Roupa Nova afirmam em entrevista que são “os bregas mais felizes do mundo”
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Ele é pai da modelo e top-model internacional Fernanda Tavares. Mas muito antes de sua filha fazer sucesso pelo mundo, o cantor potiguar Fernando Luiz (não confundir com o do BBB7) já era uma lenda do forró brega, já tendo recebido o prêmio de melhor calouro no Programa do Chacrinha.
Vocês certamente já devem ter escutado seu maior sucesso, Garotinha (ver letra no final do post), bonita canção que fala do amor de um rapaz da capital por uma garota do interior.
Agora, Fernando Luiz, que iniciou a carreira em 1972, como vocalista do grupo Os Apaches, está lançando seu mais novo cd, chamado “Flash Brega – ao vivo”, que traz 19 faixas, incluindo Garotinha.
E para quem mora em Natal (RN), uma boa notícia: O jornal Diário de Natal encartará o novo CD de Fernando Luiz amanhã (12.01.06). Basta comprar o jornal e desembolsar mais R$ 4,90. Quem não mora na Cidade do Sol poderá pedir pelo telefone (84) 4009-0220.
Aliás, Fernando Luiz é um artista engajado. A renda do cd será revertida para o projeto Futuro Feliz, desenvolvido por ele e que atende crianças carentes no bairro Mãe Luiza, em Natal. Fernando também é criador da Associação dos Compositores e Intérpretes Musicais (Andar), que ajuda artistas populares do RN.
Garotinha
Fernando Luiz
(...) Garotinha (...) X4
Foi numa noite linda
Eu me lembro ainda
Lá no interior
Foi naquela casinha
Que a garotinha
Me olhou
Nada ela quis falar
Mas no seu olhar
Havia pureza
No meio de tanta gente
Ela era diferente
Ela era uma beleza
Vem, garotinha bela
qual o nome dela?
Não sei não, senhor
Só sei que o meu coração
Não está aqui, não
Foi pro interior
Mora naquela casinha
Com a garotinha
Que eu vivo sonhando
Vou embora da cidade
Pois a felicidade
Pessoal,
Reginaldo Rossi é Pernambucano. Acho que ele deve ter nascido nesta maternidade aí.
Que música teria tocado em seu nascimento?
A matéria abaixo foi publicada no Jornal do Commercio. O endereço original é http://jc.uol.com.br/jornal/2007/01/07/not_215361.php
SERVIÇO
Brega é campeão na hora do parto
Publicado em 07.01.2007
http://jc.uol.com.br/jornal/2007/01/07/not_215361.php
No sistema de som ambiente da maternidade da Encruzilhada, ritmo é o preferido das gestantes. Bandas como Calypso estão entre as mais pedidas
A música brega tem sido uma das favoritas das gestantes na hora do parto, no Centro de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), uma das unidades do Sistema Único de Saúde no Recife referência em gestação de alto risco, na Encruzilhada, Zona Norte do Recife. Desde que a maternidade implantou um sistema de som ambiente, há cerca de 20 dias, são freqüentes os pedidos para ouvir o grupo Calypso e similares.
“É mais animado. E depois, na hora da dor, a gente pelo menos sabe cantar a letra”, justifica a adolescente Íris Maria Morais, 16 anos, que prefere brega e pagode aos ritmos lentos. Na última quinta-feira, Íris teve o segundo filho, Victor, a quem vai oferecer “um brega rasgado” quando chegar em casa. A mãe dela, Itanacy Maria Pereira, 30, apóia o gosto musical. “Gostaria de ouvir Amado Batista”, comentou.
Marília Gomes da Silva, 22, que deu à luz o primeiro filho (uma menina, Milene), concordava com a colega de quarto. Aprova o uso de música, mas sugere que o volume seja um pouco mais alto. Outras, de tão ansiosas, nem se dão conta do que estão ouvindo.
Para o médico obstetra Reinaldo Marques, um dos idealizadores da novidade, a música já provocou mudanças pelo menos num grupo. “Os profissionais, com certeza estão mais tranqüilos”, atesta. Ele acredita que pouco a pouco as gestantes irão percebendo a mudança.
A diretora do Cisam, Fátima Maia, lembra que as gestantes que fazem pré-natal na instituição são orientadas a levar o CD predileto, caso queiram ouvi-lo na hora do parto. O repertório disponível na casa vai de instrumentais à música popular brasileira. Djavan, João Bosco, Jorge Versilo e outros estão na lista da maternidade. A equipe de enfermagem fica responsável pelo som, que é acionado numa sala ao lado da dos médicos e se distribui no ambiente por meio de amplificadores.
A direção do centro pretende fazer uma pesquisa depois de um mês de funcionamento do serviço, para relacionar as músicas mais pedidas e medir os efeitos do programa.
O Som da Vida, como é batizada a iniciativa, faz parte do projeto Arte na Medicina, que nasceu há dez anos no Hospital Oswaldo Cruz, vinculado à Universidade de Pernambuco como o Cisam. Idealizado pelo pneumologista Paulo Barreto Campello, congrega diferentes práticas culturais e artísticas, humanizando o atendimento e ajudando na recuperação do paciente.
BEBÊS – No Cisam, além das salas de pré-parto e parto, a música foi implantada de forma experimental num dos berçários de cuidados intermediários. O objetivo, segundo o obstetra e músico Reinaldo Marques, é levar a música para toda a área que abriga os recém-nascidos.
No berçário, a música clássica instrumental tem sido permanente. “Estamos percebendo que os bebês ficam mais calmos”, diz o enfermeiro Ivan Melo. Ele lembra que a música deixa o ambiente tranqüilo, fundamental para o bebê que sofre sucessivas agressões quando vem ao mundo, caracterizadas pela transferência brusca do interior do corpo materno para o ambiente excessivamente iluminado e barulhento. No berçário do Cisam, a música está se somando a outros cuidados, como a diminuição da iluminação, em parte do tempo, para evitar incômodos aos bebês.
Melo, admirador da música clássica, conhece os fins terapêuticos do recurso. Ele também é dentista e costuma levar a música para o consultório. “Os pacientes ficam tão relaxados que às vezes adormecem”, relata, citando que é possível, dessa forma, combater a ansiedade que muitas pessoas têm ao fazer o tratamento dentário.
A enfermeira Rosane Santos, que também trabalha no berçário do Cisam, acredita que a música harmoniza o ambiente. Ela está tão entusiasmada com a novidade que deseja transportar a idéia para outro local de trabalho. “Pretendo levar a música para as consultas de pré-natal, num posto de saúde da rede municipal”, diz.
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Pessoal,
Eu testei a Ferramenta de idiomas do Google. Coloquei o meu conto “No toca-fitas do meu carro”, inspirado na canção homônima de Bartô Galeno e pedi para traduzir para o inglês. Aliás, a única opção de tradução a partir do português é para o inglês.
Reconheço que o resultado não é dos melhores. Mas, considerando tratar-se de uma tradução de texto literário feita por um robô, posso afirmar que o resultado é razoável. Sim, para um robô, o resultado é razoável. Traduzir nunca foi o forte dos robôs, admitamos. Eles são muito melhores jogando xadrez...
Segue abaixo a tradução em inglês. Leiam e comparem com o original em português
IN THE TOCA-FITAS OF MY CAR
for Thiago de Góes
“In touch-ribbons of my car, a song makes to remember me you” (Bartô Galeno)
Flag two. A fine rain respingava softly in the windscreen. In they go, it tried to guess the accurate place where it would put the next nugget, to reflect the brightness I dim of the searchlights.
Vagarosa and carefully, turned the “dial” of touch-ribbons, trying to syntonize the desired station of radio more. The dawn sheltered a acolhedor silence. The arm left, in whose hand it burnt a cigarette, of the side rested of is of the window. The speaker announced, with voice rouca and melosa, the next song. The rain, that already gave its last sighs, leaves in air the candy smells of the humidity.
It was an old song, that brought it good souvenirs. That one same woman, to who now waits in goes of the motel, delivered it in the arms as the drunkard to the drink would deliver itself. But it are in a distant time that the homesickness only pulled out to it of the memory. Everything now differs from what before it are. Friend of bed and heart in the gone times. Cold partner in the fight of the night and the life in the days that if run.
It is concentrated in the letter of the music, that portraies the emotion explosive of the first meeting. The soft skin that boiled in the malice touch, in it interlaces of legs, fingers and languages. It remained only the solitary wait and subserviente to it in the arrest of the car, whose emptiness of the banks it seems to testify against that common man, abetter of its proper ruin. The singer prolongates the last syllables of the last words of last verses. Dragging to the infinite the pain that resvala in the insolvent heart.
It knows the tares all of that woman, that are not few. “You he knew me thus and thus I will die”, I heard in an emphatical tone. One remembered the beginning, already with tears; from when they had run away for an unknown city; of as they had fought to obtain a certain financial stability.
To the end of music: “as many hours, as many minutes”. It does not import more. It has in the hands a small kneaded ticket, that removed of the door-gloves.
The ticket is only one resquício of the old times. Submerged specter in the viscera of the past, searching breath in the night watchman of the future. The concrete test of the dullness of the life that if was; of the smallness of all the dreams front to the cruel, inevitable and undisputed gigantismo of the Real.
The medium brown memory of the facts nothing can move. Nor the neutral nugget of rain; nor the dull light of the stars; much less the hot and strong knot in the throat. The cosmos ignores its pain.
It did not understand as those written words had not been erased, if everything what they say not more exists. The heroic resistance of those well drawn letters transpirava an irony that strangled it without mercy some. It did not give more. It put the tip of the cigarette in contact with the leaf. The flames had been burning the names of both, circumscribed slowly in an irregular heart.
It gave left in the car, without waiting that the phrase “forever I landed on water you” turned dust. Flag two.
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Tudo bem, eu sei, Lost não é uma série brega propriamente dita. Mas, convenhamos, alguns de seus personagens possuem aquilo que podemos chamar de um dos principais substratos ou princípios ativos do mundo brega: o chifre!
Abaixo segue a minha lista, seguida dos respectivos temas musicais:
Michael
Além de ser traído pela mulher, ainda teve que liberar o filho para ser adotado pelo padrasto. Quer trama mais brega do que essa? Essa você não encontra nem nos tangos argentinos, nem nos boleros latinos, muito menos nos bregas brasileiros. Já não bastasse o chifre, ainda perde o filho para o Ricardão.
Tema: Eu não sou cachorro, não! (Waldick Soriano)
Jin
Vamos analisar: Jin e sua mulher tentam, sem sucesso, ter filhos há mais de um ano. O médico diz que a mulher de Jin é estéril. Mas é mentira! Jin é que é estéril. Então a mulher corre para um amiguinho e diz: adorei saber que sou estéril. Tempos depois, ela aparece grávida.
Mas o pior não é isso. O pior de tudo é que ela diz para o marido: “Estou grávida. Você que é estéril. O médico havia mentido. Mas eu nunca me deitei com outro homem na minha vida”. Sabe o que o japonês responde? “Só pode ser um milagre...”. Se alguém ainda não sabia a definição de corno manso, agora já sabe. Vai ser corno assim lá no Japão...
Tema: Pare de tomar a pílula (Odair José)
Jack
O cara dá um beijo extraconjugal e volta pra casa remoendo-se de culpa. Conta tudo pra esposa. Qual a resposta dela? A mulher já estava fazendo as malas. Já estava envolvida com outro homem. Ou seja: Quando ele foi com o padre-nosso, ela já vinha com o terço.
Tema: Erro de Matrimônio (José Ribeiro)
Kate
Mulher dividida entre dois homens. Nada mais tosco que um triângulo amoroso básico: Jack-Kate-Sawyer. Aquela Kate não se decide por um deles, porque na verdade ela quer os dois. Brega! Brega! Brega demais!
Tema: Dois amores (Fernando Mendes)
Charlie
Atenção para a manchete: Roqueiro decadente viciado em heroína apaixona-se por mãe solteira. Ela dá corda, mas depois perde a memória e então puxa o tapete. O cara tenta salvar o bebê dela, mas todos acreditam que ele quer matá-lo. Então ele leva um murro do carecão que anda cuidando do bebê da loirinha... Mais pra frente, ela volta a dar corda. Me desculpa, mas esse amor platônico que finge que vai, mas nunca vai, é brega demais!
Quer um conselho, Charlie? O rock morreu, cara. Deixa essa vida de roqueiro e monta uma banda de brega. Aposto que não vai faltar inspiração para canções dor-de-cotovelo...
Tema: Eu te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir (Roupa Nova)
Claire
Nada mais brega do que uma mãe solteira. É clássico. No começo, o Ricardão assume a responsabilidade. Mas quando vai vendo a barriga crescendo, crescendo, crescendo..., ele simplesmente pega o beco, toma doril, some do mapa, escafede etc etc etc. E nesse caso, para ficar ainda mais brega, ainda há um vidente no meio, que pede para a mulher não adotar o filho, sob hipótese alguma.
Tema: Esqueça (Roberto Carlos)
Lock
Corno de pai. Como assim? Criado em orfanatos, ele conhece o pai só na vida adulta. O paizão apareceu só para lhe roubar o rim e depois sumir. Mas o pior não é isso. O pior é que, mesmo assim, o carecão ainda mendiga desesperadamente pelo amor do pai e, por conta disso, é abandonado pela mulher. Ela disse: ou ele ou eu. Lock quis os dois e terminou sem nenhum.
Tema: Pai (Fábio Jr.)
E você? Na sua opinião, qual o personagem mais brega de Lost? Por quê? Comente!
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O primeiro conto do livro Ela e outras mulheres, de Rubem Fonseca é um primor. Intitulado Alice, trata-se de uma narração em estado puro. Uma aula de como se pode fazer excelente ficção com simplicidade e objetividade. Apenas a imaginação fértil de um grande observador foi capaz de contar bem uma estória interessante, sem precisar ao menos de pesquisas. A imaginação como fonte principal.
O conto é tão simples que a palavra mais erudita usada é pedofilia. Justamente sobre o que trata a história. Ou não. Afinal, podemos dizer que um relacionamento espontâneo entre uma professora quarentona e seu aluno de 14 anos é pedofilia? Um relacionamento que o cura de uma gagueira e o faz aprender a gostar de ler?
E se fosse o contrário? Um quarentão com uma adolescente? Seria pedofilia? Rubem Fonseca toca nesta questão. Mas o que parece existir é a prevalência do amor sobre a idade.
Alice lembra a Fräulein, personagem do livro Amar Verbo Intransitivo, de Mário de Andrade. Lembra também o filme proibido da Xuxa, na qual seduz um garoto menor de idade. Aliás, não precisamos recorrer à ficção. O mundo real está cheio de casos de mulheres mais velhas com homens mais novos.
Não importa. O que importa é a força narrativa de Rubem Fonseca. Como ele arranja palavras simples para suscitar temas tão complexos. Realmente, Rubem Fonseca continua sendo um grande professor da arte da escrita!

Pessoal,
Acabo de descobrir o blog de José Orlando, o Pistoleiro do Amor, um ícone do forró brega. As músicas dele fizeram parte da trilha sonora de minha infância.
O primeiro post data de julho de 2005 e já diz a que veio: “Aqui vocês encontrarão um pouco mais sobre a minha vida e todos que me rodeiam”.
Lá você também encontra um perfil do cantor, agenda de shows, download de músicas, álbuns de fotos e uma discografia com as capas de todos os discos lançados pelo artista.
Veja só o release do cara, retirado do blog:
José Orlando nasceu em Pedreiras, cidade do interior do Maranhão. Com 15 anos se mudou com a família para Fortaleza onde tudo começou. Ganhou um violão da mãe e aprendeu a tocar sozinho. Fez suas primeiras composições. Participou de programas de calouros e de festivais de música. Sempre se destacando nos mesmos, em 1975 gravou sua primeira música como compositor com o cantor Alípio Martins. O mesmo foi o seu padrinho do primeiro LP e muitos outros de sucesso.O seu primeiro disco foi um compacto simples em 1979. Depois gravou vários LPs com músicas de sucesso.
José Orlando já gravou 1 Compacto, 12 LPs, 20 CDs e 2 DVDs, o primeiro DVD gravado em Maceió, no teatro Deodoro e o segundo DVD com arquivo pessoal com apresentações em programas de televisão. Já recebeu 4 discos de Ouro e já vendeu mais de 5 milhões de discos no Brasil e no exterior. Já gravou mais de 1.000 músicas com outros intérpretes como Fafá de Belém, Grupo Kaoma, Alípio Martins, Júlio Nascimento, Sandro Becker, Eliane, Gian & Giovani, Genival Lacerda, Nilton César, Maria Alcina, Nando Cordel, Fernando Mendes, José Ribeiro, Alcymar Monteiro, Adriano e com várias bandas de forró como Mastruz com leite, Cavaleiros do Forró, Capital do Sol, Gaviões do Forró, Forró Siriguella, Forró Real, Banda Passaport, Canáriosdo Reino, Rede de Balanço, Balança Nenem e outras e mais de 200 cantores regionais.
E olha só as novidades que eu descobri por lá:
Sem falar que você pode adquirir qualquer um destes produtos pelo e-mail pistoleirodoamor@gmail.com
E para terminar, aqui vai a letra do maior sucesso de José Orlando, Pistoleiro do Amor. Quem não se lembra?
PISTOLEIRO DO AMOR
Nova versão
Autor: José Orlando
Sou um pistoleiro
Pistoleiro do amor
Eu enfrento o perigo > BIS
Baleando a dor
Eu não tenho medo de nada
Desafio a solidão
Os espinhos da estrada
Não arranham o meu coração
Vou andando sem destino
Em qualquer lugar que eu vá
Sempre estarei sorrindo
Muito amor tenho pra dar
Sou um pistoleiro
Pistoleiro do amor
Eu enfrento o perigo > BIS
Baleando a dor
Cada dia que amanhece
É uma nova emoção
Algo novo acontece
Dentro do meu coração
Galopando em meu cavalo
A mocinha vou salvar
E pra ele sempre eu falo
Seu herói vem pra ficar
Ah...
Pessoal,
Primeiro o Josué Ribeiro, do blog musicapopulardobrasil, me presenteou com uma foto do Bartô Galeno com meu livro Contos Bregas. E agora Josué vem com essa formidável resenha sobre meu livro, que me deixou muitíssimo emocionado. Muito mesmo.
Obrigado, Josué. Fico feliz que você tenha gostado dos Contos Bregas. É muito gratificante para o escritor ter feedbacks de leitores como você.
Encaminho abaixo a resenha de Josué. O link da resenha no blog dele é http://musicapopulardobrasil.blogspot.com/2007/01/dos-contos-bregas-ou-daquilo-que.html#links
DOS CONTOS BREGAS OU DAQUILO QUE MUITOS GOSTARIAM DE ESCREVER MAS O RACIOCÍNIO NÃO PERMITE
por Josué Ribeiro
Na seara de Nelson Rodrigues, uma escola para Paulo Coelho e aplausos para Thiago de Góes - Acabei de receber o livro Contos Brega, de Thiago de Góes. Confesso que fui pego de surpresa pela beleza que envolve a capa e o conteúdo do livro. É um conjunto de coisas boas, dessas que aparece uma vez, quando muito, duas vezes na vida. Sei quase nada sobre o autor, exceto, que mantém um blog na rede sobre música, que leva o mesmo nome do livro. Sei ainda, que se trata de boa gente e é excelente jornalista. Seus textos atestam minhas garbosas palavras. O livro chegou sem dedicatória (falha reparada na semana seguinte, quando o autor me enviou mais um exemplar, agora autografado) ou qualquer escrito anexado. Chegou somente. E desde já, minha terça-feira transformou-se num fim-de-semana em fortaleza, de frente para a praia de Iracema. Depois de apreciar a arte da capa, ri com suas idéias, imaginando o processo criativo do autor. Falcão, brega de fato, é quem faz a apresentação da obra de Thiago de Góes. De cara ele recomenda ao afoito leitor, que se ajeite na rede (de dormir) ladeado por cachaça e discos. Não segui a risca, as recomendações de Falcão. Estaria contrariando a mim mesmo se o obedecesse. Apesar de ter a “radiola”, os discos e um vinho há dois anos na geladeira. Guardado pra nada mesmo, foi presente. Voltando ao livro. Fui ao índice a fim de me inteirar das músicas selecionadas que servem de partida para os contos de Thiago. Reconheci todas. Minha curiosidade atropelou a coerência, me fazendo ir direto para o conto sobre Eu Vou Tirar Você Desse Lugar (Odair José). Mais uma vez, surpresa na cachola. Engoli com os olhos saciando ao mesmo tempo minha paixão por leitura, principalmente de novos escritores. Reli com acuidade o mesmo conto. Parei um pouco, me imaginando no lugar do jornalista Osair. Não tive dúvidas, faria o mesmo, mas não seguiria para o Acre, fincaria os pés na Argentina. Thiago escreve um texto rutilante, surpreendendo a cada parágrafo. Não tem medo do desfecho que escolhe para seus personagens, chegando mesmo a matá-los sem piedade noutros contos. A riqueza de detalhes usada para falar de coisas simples do cotidiano, nos remete a simplicidade culta de Nelson Rodrigues, quando rasga nos seus textos, as tripas dos personagens suburbanos do Rio de Janeiro. Na semelhante estrada, caminha Thiago de Góes envenenado pela sede de imprimir seus escritos na tábua de carne do leitor de íris fixa. Li o livro todo em três horas, o que não quer dizer, que ficará sentando ácaros na estante. Contrário disso. Lerei sozinho semanalmente e nos fins de semanas descansará tranqüilo (?) nas mãos de algum amigo, que como eu, devora palavras e bebe letras. Se ainda espirrasse nosso querido Nelson Rodrigues, mandaria um recado desaforado ao presidente da Academia Brasileira de Letras mais ou menos assim: Prezado. Não obstante aos inúmeros convites, aos quais convictamente recusei todos, faço-lhe uma recomendação e nela inserida um pedido. Que dispense Paulo Coelho e dê assento a Thiago de Góes, homem ainda moço, mas que sabe das letras e escreve como um computador às avessas. Centrado na certeza de que o colega me atenderá, me despeço fazendo mais um pedido: que me convide para tomar com os senhores o chá das cinco na posse do jovem. Do amigo convicto N. Rodrigues.
BARTÔ GALENO LER O CONTO INSPIRADO EM “NO TOCA FITA DO MEU CARRO” E RECOMENDA O LIVRO EMOCIONADO
A fim de enriquecer minha pesquisa com os grandes cantores da musica popular do Brasil, havia agendado uma entrevista com o fenomenal Bartô Galeno no seu apartamento do Rio, aproveitando a ocasião, levei o livro para ele ver e ler. Ao folhear o amarelinho, Bartô se deparou com a seleção de pérolas, apontando para sua música que faz parte do livro. Leu e em seguida foi tecendo comentários: “Muito bom. Fico feliz por minhas composições servirem de inspiração para contos como este, tão bem escrito. Fico mais feliz ainda, por saber que foi um jovem que escreveu. Parabéns”. O meu encontro com Bartô estava marcado para as nove horas da manhã, mas achei melhor chegar as dez. Sabe como é né? Período natalino, o povo come, bebe e acaba dormindo um pouco mais. Enganei-me por inteiro. O homem acorda cedo e leva à risca seus compromissos. Desculpei-me pelo atraso, enquanto tirava o kit da bolsa e começamos a conversa que durou o dia todo. Sai de lá conhecendo mais sobre a carreira de um artista amado pelo povo, que em 35 anos de carreira, nunca faltou com o compromisso de se apresentar aos shows agendados. Horas de conversas, renderam fitas e fatos para contar pra história. Aprendi com Bartô e sua maravilhosa família.
Pessoal,
O amigo Josué Ribeiro, do blog musicapopulardobrasil, tirou esta foto com o mestre Bartô Galeno empunhando o meu livro Contos Bregas. Josué disse que Bartô ficou emocionado com o conto inspirado na canção No toca-fitas do meu carro (que segue lá embaixo).
Quem ficou emocionado com você lendo os Contos Bregas foi eu, Bartô! É uma honra ter um leitor como você!
Muito obrigado, Josué. Valeu pela força!
NO TOCA-FITAS DO MEU CARRO
por Thiago de Góes
“No toca-fitas do meu carro, uma canção me faz lembrar você” (Bartô Galeno)
Bandeira dois. Uma fina chuva respingava suavemente no pára-brisa. Em vão, ele tentava adivinhar o lugar exato onde pousaria o próximo pingo, a refletir o brilho ofusco dos holofotes.
Vagarosa e cuidadosamente, girou o “dial” do toca-fitas, tentando sintonizar a estação de rádio mais desejada. A madrugada abrigava um silêncio acolhedor. Descansou o braço esquerdo, em cuja mão queimava um cigarro, do lado de fora da janela. O locutor anunciou, com voz rouca e melosa, a próxima canção. A chuva, que já dava seus últimos suspiros, deixara no ar o doce cheiro da umidade.
Era uma canção antiga, que lhe trouxe boas lembranças. Aquela mesma mulher, a quem agora espera no vão do motel, entregou-se-lhe nos braços como entregar-se-ia o ébrio à bebida. Mas fora num tempo longínquo que somente a saudade lhe arrancava da memória. Tudo agora difere do que antes fora. Companheira de cama e coração nos tempos idos. Fria parceira na luta da noite e da vida nos dias que se correm.
Concentra-se na letra da música, que retrata a emoção explosiva do primeiro encontro. A pele suave que fervia no toque de malícia, no entrelace de pernas, dedos e línguas. Restou-lhe apenas a espera solitária e subserviente na prisão do carro, cujo vazio dos bancos parece testemunhar contra aquele homem comum, cúmplice de sua própria ruína. O cantor alonga as últimas sílabas das últimas palavras dos últimos versos. Arrastando ao infinito a dor que resvala no coração falido.
Ele conhece as taras todas daquela mulher, que não são poucas. “Você me conheceu assim e assim eu morrerei”, ouviu num tom enfático. Lembrou-se do início, já com lágrimas; de quando fugiram para uma cidade desconhecida; de como lutaram para conseguir uma certa estabilidade financeira.
Ao fim da música: “tantas horas, tantos minutos”. Não importa mais. Ele tem nas mãos um pequeno bilhete amassado, que retirou do porta-luvas.
O bilhete é apenas um resquício dos velhos tempos. Espectro submerso nas entranhas do passado, buscando fôlego no sereno do futuro. A prova concreta da estupidez da vida que se foi; da pequenez de todos os sonhos frente ao gigantismo cruel, inevitável e incontestável do real.
A parda memória dos fatos nada pode mudar. Nem os pingos neutros da chuva; nem a luz insípida das estrelas; muito menos o nó quente e forte na garganta. O cosmos ignora sua dor.
Não entendia como aquelas palavras escritas não se apagaram, se tudo o que dizem não mais existe. A resistência heróica daquelas letras bem desenhadas transpirava uma ironia que lhe esganava sem piedade alguma. Não dava mais. Pôs a ponta do cigarro em contato com a folha. As chamas foram queimando lentamente os nomes de ambos, circunscritos num coração irregular.
Deu partida no carro, sem esperar que a frase “para sempre te amarei” virasse pó.
Bandeira dois.
QUEM SOU EUJornalista,escritor, bancário, potiguar, 29 anos Meus Livros
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