Veja o hilariante vídeo de 'Lé Télephone Pleure', versão original de 'O Telefone Chora', um clássico da World Brega Music

Você deve conhecer a canção “O telefone chora” na voz de Márcio José. É aquela mesma que grudava nos seus ouvidos e que mostrava o diálogo emocionado de um pai com sua filhinha pequena.

 

Mas talvez você não saiba que ela é uma versão da canção francesa Lé Télephone Pleure. Em 2004, eu já havia posto os links para as letras da canção em espanhol, inglês e italiano, e também em português.

 

Eu também fiz um conto inspirado no “Telefone Chora”, um dos mais comentados dos Contos Bregas. Lembro até de um comentário estranho que uma pessoa que assinou como Sandra deixou no final do conto:

 

“Eu passei a vida inteira rezando para ele estar morto. Se o encontrasse vivo, o mataria. ... Todos os meus complexos, todas as minhas culpas... tudo culpa dele. Matá-lo era a única saída.”

 

Por que estou dizendo isso tudo? Só para informar que eu achei o clipe original da canção francesa no Youtube e dizer que é muito brega. Mas brega mesmo! Vejam aí na telinha e me digam se este ventríloquo fazendo a voz da criança não é muito tosco. Deleitem-se com esta pérola da World Brega Music.

Minha entrevista na Revista Zingu

A Revista Zingu me entrevistou recentemente, sobre meus dois livros. Veja um trecho aí embaixo.

 

"De onde veio a idéia mesmo do trabalho anterior, de fazer músicas baseadas em canções principalmente bregas?

Aos poucos, fui percebendo que a música brega contém fortíssimo conteúdo narrativo. São canções que, por si só, "contam uma história", indo muito além do sentimento. Aliás, a emoção aparece materializada na canção narrativa, como se apenas pudesse ser expressa por meio de uma história.


E a música brega consegue transmitir este sentimento, por meio de uma narrativa profundamente sintética e, ao mesmo tempo, reveladora. Simples e curtos bordões bregas, como "Eu vou tirar você deste lugar" ou "Eu não sou cachorro, não" são frases que carregam inúmeras complexidades implícitas.

 

O que fiz foi apenas destrinchar estas complexidades, transformando essa trama sintética da canção em estranhas histórias de amor. Encarei a canção como um resumo, um mote, uma partida, uma inspiração riquíssima para meus contos.

 

O primeiro conto, Garçom, surgiu do desafio de Reginaldo Rossi, que nos shows afirma que o ouvinte não sabe o que havia na carta na qual uma mulher informa de seu casamento ao ex-namorado. Então eu decidi escrever esta carta dentro de uma narrativa. A idéia dos Contos Bregas foi tanto uma homenagem à verdadeira música popular brasileira, quanto uma experiência literária na qual pude abstrair conteúdo da rica relação entre música e literatura, e também um grito contra a ditadura dos padrões estéticos."


Leia entrevista completa de Thiago de Góes à Revista Zingu.
(É só baixar um pouco a barra de rolagem e começar a ler, logo abaixo da nota Contracapa de LP).

 

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Minha entrevista no blog Ressaca Moral

Resenha de Josué Ribeiro para

Pessoal,

 

Não existe felicidade maior para um escritor do que receber uma resenha positiva e sincera para seus livros. Pois bem, o jornalista Josué Ribeiro, autor do excelente blog musicapopulardobrasil, que já havia escrito uma resenha para os Contos Bregas, agora me presenteou com outro belíssimo texto sobre meu segundo livro “Lobas, Deusas e Ninfetas”.

 

Como se não bastassem as palavras, ele ainda fez esta bonita foto com meu livro ao lado das imagens das cantoras Kátia e Diana, que vocês podem ver aí ao lado.

 

Vejam só um trecho da resenha dele:

 

Como se estivesse num banco de roteiros de Hollywood, onde tudo deve ser rápido, claro e envolvente, Thiago de Góes mais uma vez instiga seus leitores com textos inspirados em canções populares. O rosário, onde enfileirados e redondinhos convivem harmonicamente os contos, apontam para as mulheres de gogó rascante. Depois de homenagear Waldik, Odair, Fernando Mendes e outros expoentes da canção popular no primoroso Contos Bregas (2005), chegou a vez das cantoras terem suas músicas autopsiadas pelo escritor no recém lançado Lobas, Deusas e Ninfetas. Livro para ser lido no ônibus, na rua, na cama, na fazenda e em casa com os amigos. Numa trilha sinuosa com precipícios para ambos os lados, leitores se agarram nos contos bem escritos e fazem sua viagem tranqüila, não sem antes sentir na pele: indiferença, traição, paixão e a temida solidão que as letras evocam, sem falar no humor constante que salta da crítica intelectual. Em alguns momentos o leitor vivido vai lembrar daquelas estórias que os locutores de rádio AM narravam sem dó nem piedade.

 

Leia a resenha completa de Josué Ribeiro para o livro Lobas, Deusas e Ninfetas

 

Muito obrigado, Josué! Ter leitores como você é uma honra para qualquer escritor.

 

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Josué Ribeiro escreve resenha sobre Contos Bregas

 

Technorati Profile
Três grupos de bandidos que pensaram errado. Quem será preso?

1 - Jovens de classe média alta queimam índios

Justificava: eles pensavam que os índios eram mendigos.

 

2 - Jovens de classe média alta espancam empregada doméstica.

Justificativa: eles pensavam que ela era uma prostituta.

 

3 – Jovens da classe baixa esfaqueiam empresário de multinacional

Justificativa: eles pensavam que era um deputado federal ou senador.

 

Quem será preso?

Tu no me enseñaste a olvidar, versão em espanhol de Você não me ensinou a te esquecer

Eu já havia divulgado os links para a música e a letra de Você não me ensinou a te esquecer em italiano, com a ajuda de um leitor dos Contos Bregas.

 

Agora, vejam só o que eu achei no Youtube: a mesma canção, cantada em espanhol, na voz de um cantor de Porto Alegre, chamado Marcus Maestro.

 

Eu mesmo ouvi a belíssima versão e transcrevi a letra para vocês. Vejam aí embaixo. E se alguém souber de outra versão desta música em outra língua ganha um exemplar autografado do meu livro Contos Bregas!

 

Tu no me enseñaste a olvidar
(
Você não me ensinou a te esquecer)

Versão de Marcus Maestro. Canção original de Fernando Mendes.

 

ya no te veo más por tanto tiempo

y qué ganas yo tengo

de verme en tu mirada, en tus ojos

yo deveras lo siento

 

y tán desesperado yo me pongo

que me muero por dentro

yo pienso hastá cambiarme así por ti

para ver si te encuentro

 

te digo que podrías perdonar

y ver si me consigues aceptar

lo juro, voy hacer lo que yo pueda

para no perderte

 

y ahora que hago yo de la vida si no estás

tu no me hás enseñado a olvidar

tu solo me enseñaste a quererte así solito

yo te quiero encontrar

 

le estoy perdiendo

buscando en otros ojos tu mirada

perdido en el vacío de otras pisadas

el abismo tan profundo en que me encuentro ahora sólo

y sufro tanto sin tu amor

Carta do viúvo arrependido a sua amada falecida
Mais uma carta de amor dos Contos Bregas. Esta foi retirada do conto inspirado na canção Amor Perfeito, de Amado Batista.
 
“Minha amada,
Já se passaram muitos anos. Apesar disso, encontro-me no mesmo estado de espírito daquele dia tenebroso. Evidente que isto não se passa na cabeça dos outros, pois não compreenderiam de certo a permanência de meu pesar, após longa data.

Ficou subentendido que o tempo já me cicatrizara todas as feridas. O meu silêncio habitual certamente contribuiu para essa impressão geral. Mas é que antes eu era calado por timidez. Enganam-se todos. Eu continuo angustiadamente perdido nos labirintos de meu remorso...

Mas é que não há motivos para desculpar-me. Minha imprudência está gravada para sempre em meu juízo. Tenho plena consciência do castigo que mereço. Éramos tão jovens e tínhamos um belo futuro pela frente. Definitivamente, eu não me perdoarei jamais!

A bebida me consumia e eu era incapaz de perceber o perigo para o qual nos levava. Os seus pedidos desesperados para que eu parasse ainda hoje ecoam no meu ouvido, e mais alto ainda, denunciando-me impiedosamente. Não preciso dizer que a lembrança de seus gritos de clemência me aquecem as lágrimas desde o gôto na garganta até os olhos, quando rebentam quentes feito larva reprimida.

Eu achava que podia tudo. Eu achava que era Deus. Eu achava que podia, por exemplo, ultrapassar, quando bem desejasse, aquele enorme caminhão. Eu me sentia imune a qualquer imprevisto.

Atolei o pé, sem pensar nas doces princesas ao lado. Uma dentro da outra. Uma delas implorando pela outra. E eu ignorando ambas. Eu não escutei as buzinas. Eu não escutei os gritos. Eu não avaliei a distância. Eu não tive o reflexo suficiente. Eu não acelerei bastante. Eu não manobrei direito. Eu não fui digno de você. Eu fui um monstro. Eu sou um monstro.

Um porco assassino embriagado. Vi o sangue que lhe cobrias as faces. Minha doce princesa desfalecida, presa nas ferragens do automóvel dilacerado. Duas capotagens, das quais me recordo em câmera lenta.

Eu não tinha mais forças para levantar-me, nem para pedir socorro. Mas um carro parou no acostamento. Eu disse: “Primeiro ela. Ela está grávida!”. Manchamos de sangue o banco traseiro. Você deitada no meu colo, inconsciente! O caminho para o hospital não poderia ter sido mais longo. “Mais rápido, por favor”, eu disse chorando.

Você foi atendida por profissionais competentes. Há muita gente boa no mundo. Tenho certeza que fizeram de tudo por você! Lembro-me perfeitamente de sua imagem embaçada pela vidraça fria que nos dividia. Você foi operada por mãos hábeis. Eu vi o teu sorriso, que tentava consolar-me à distância. Era como se você me dissesse: “Não fique triste. Eu estou bem. Você não teve culpa. Tudo vai dar certo!”.

Mas eu sentia a sua dor. E me lamentava por aquilo estar acontecendo de forma gratuita, simplesmente pelo deslize infernal de um insano inconseqüente. O teu sorriso. Parecia-me agora que você já sabia da proximidade da morte. Tentava despedir-se de mim.
A nossa filhinha, meu Deus! Como sonhamos com seu futuro. Eu ainda não dera o braço a torcer, mas já concordara interiormente que o nome dela seria o que você desejava. Onde quer que você esteja, meu amor, saiba que o nome dela iria mesmo ser como você queria. Luiza.

Quando penso nas infinitas oportunidades de crescimento que a vida poderia ter reservado a nossa filhinha do coração, eu não consigo reprimir as lágrimas. Como ela estaria hoje? Que profissão teria seguido? Quais seriam os seus gostos? Nós já teríamos netos?
E você? Quantas alegrias poderia ainda ter dividido comigo? Nossa cama é um deserto. Amanhã será noite de ano. Não sei se agüentarei até lá. Mas se não conseguir, não sentirei falta de virar o ano sem você!

Eu amo você muito e para sempre! Perdoe-me você, querida, pois eu não posso fazê-lo!

Seu benzinho”.

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Pedra Letícia: mais uma banda de brega rock bombando na Internet

Há uma banda de rock brega que anda se disseminando como vírus pelos youtubes da vida, blogs e congêneres. Não, não é a Belina Mamão. Esta já é sucesso garantido e em breve estará nas telas globais.

 

Trata-se da Pedra Letícia. Um amigo do trabalho (Valeu Fred!) me avisou que viu no Jacaré Banguela uma banda tocando Em plena Lua de mel, sucesso de Reginaldo Rossi, só que com refrão em versões macarrônicas (“embromation”) de espanhol, inglês, japonês, francês, alemão e até árabe.

 

Detalhe para a introdução ainda em português, parodiando o estilo sertanejo que fez lembrar a dupla Maick e Lian, ex-calouros do Raul Gil. Detalhe também para a coreografia sinistra do baterista gordinho.

 

Eu fui conferir e aprovei. É muito massa! Mas não chega aos pés de quando eu, isso mesmo, eu cantei Garçom em inglês com Reginaldo Rossi. Mas vejam aí o vídeo da Pedra Letícia:

 

Vídeos de Pedra Letícia

Pedra Letícia - How Could You Leave Me.

Pedra Letícia - Como você pôde abandonar eu

Pedra Letícia (Eu não toco Raul)

Pedra Letícia (como nossos pais nos agüentam)

Pedra Letícia - O meu sangue ferve por você

Pedra Letícia, eu não toco Raul (Clipe)

 

Letras de Pedra Letícia

Pedra Letícia - Como Que Você Pôde Abandoná Eu

Pedra Letícia - Em Plena Lua De Mel

Pedra Letícia - Eu Não Toco Raul

Pedra Letícia - Eu Também Quero Beijar

Pedra Letícia - História De Uma Gata

Pedra Letícia - Meu Sangue Ferve Por Você

Pedra Letícia - O Vira

Pedra Letícia - Sua Mãe

Núbia Lafayette devolveu tudo. Menos a saudade cruciante que amargura seus fãs

Pessoal, Núbia Lafayette morreu

 

Na canção Lama, ela diz

 

Se aos teus olhos estou morta

Pra mim morreste também

 

Mas nós sabemos que ela continuará viva enquanto estiver na lembrança de todos nós. E nós nunca nos esqueceremos dela.

 

Na canção Devolvi, de Adelino Moreira, ela diz:

 

Devolvi tudo

Só não pude devolver

A saudade cruciante

Que amargura meu viver

 

Faz sentido. Adeus, Núbia!

Resposta de Wando à frase Relaxa e Goza, de Marta Suplicy + Conto inspirado na polêmica frase

Wando 1 x 0 Marta Suplicy

 

Bola fora de Marta Suplicy, para vítimas do caos nos aeroportos:

 

“relaxa e goza, porque depois você esquece todos os transtornos”.

 

Gol de placa de Wando, sobre o mesmo assunto:

 

"As mulheres bem-amadas gostam de chegar cedo em casa. Com essa declaração [relaxa e goza], certamente a ministra não tem necessidade de cumprir horários"

 

Leiam também meu conto Relaxa e Goza, lá nos Jovens Escribas. Olha só um trecho:

 

A fila do checkin e suas duas voltas na praça de alimentação. Um grupo de amigos sorridentes furando a fila. Que não anda. Vontade de gritar "bando de filhos da puta". Vontade de ir ao banheiro. "Você guarda o lugar para mim?". Não entenderam, os estrangeiros. I'm sorry! A raiva subindo. Os olhos no monitor azul. Vôo três horas atrasado. "Puta que pariu!".

Gritou pela atendente da companhia aérea. "Mas como é que pode? Três horas! Eu tenho compromisso. Não posso perder!” ·


"Calma, minha senhora. Relaxa. O vôo chega já. Relaxa e goza!".

Carta da noiva para o ex-namorado, convidando para o casamento dela

Dando prosseguimento às cartas de amor presentes no meu livro Contos Bregas, publico esta aqui presente no conto Garçom. É a carta da noiva convidando o ex-namorado para o casamento dela. Talvez por isso, ele tenha cantado: “saiba que o meu grande amor hoje vai se casar. Mandou uma carta pra me avisar, deixou em pedaços o meu coração”. Aí vai:

 

 “Meu querido,

 

“Não pense você que não terá um capítulo especial no livro de minha vida. Todos os nossos momentos estarão lá registrados, com palavras respeitosas e de uma deliciosa nostalgia. Desde quando nos conhecemos, quando já lemos no olhar a iminência de um romance, passando por todas as nossas carícias, pelos pequenos sussurros, a proteção de nossos abraços, a doce companhia e cumplicidade de quase todos os dias, até nossas eternas juras de amor. Tudo haverá de ser escrito pelas mãos do mais talentoso dos escritores.

 

“Saiba que nos momentos de angústia, lerei suas páginas com a certeza de que eu já vivera os melhores dias de minha vida, de que sentira os mais nobres sentimentos, e de que nada será jamais comparado à felicidade que você me proporcionou. Saiba que nestas horas, algumas lágrimas cairão de meus olhos.

 

“Saiba que se algum dia estas páginas chegarem aos olhos de outra pessoa e nela cause os fortes redemoinhos do ciúme, defenderei você com as mais nobres palavras, mesmo que esta minha atitude me coloque em situação incômoda ou difícil de superar.

 

“Mas veja que nem tudo podemos controlar, nesta vida cheia de surpresas e armadilhas ocultas. A vida que nos arrasta em sua forte correnteza não nos questiona acerca do destino que nos espera. É verdade que não temos outra opção, a não ser aceitá-lo com sabedoria.

 

“Desejo, com a mais intensa sinceridade, que encontre abrigo em outros braços, muito mais aconchegantes que os meus e muito mais capazes de ofertá-lo a paz e a felicidade que sua doce alma tanto merece. Espero ansiosa pelo dia em que me traga esta boa notícia.

 

“Desde já, se não lhe for inoportuno, peço-lhe para comparecer à celebração de meu casamento, cujo convite está no envelope anexo.

 

“Um grande beijo,

Celene”.

 

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As 7 músicas mais bregas com nome de mulher

Tem coisa mais brega que música com nome de mulher? Pois é, pensando nisso, resolvi fazer um ranking com as 7 músicas mais bregas com nome de mulher. Veja aí embaixo.
E se você tem algum destes nomes, não fique chateada quando alguém cantar uma
destas músicas tentando zombar de você.
Sinta-se, ao contrário, homenageada!


7º lugar: Manuela (Julio Iglesias)

“Como a noite, como os sonhos
São seus olhos negros meu amor Manuela
Como a flor na primavera, como a lua cheia
É assim Manuela”
Singela esta repetição do nome feminino após os refrões. 
Como se o nome, dito assim de maneira tão cansada,
fosse a síntese de todo o drama vivido pelo poeta.
 6º lugar: Sandra Rosa Madalena (Sidney Magal) 
 É a cigana Sandra Rosa Madalena. 
É a mulher com quem eu vivo a sonhar
Essa é mais brega ainda porque é três em uma. 
E se estes nomes já eram bregas separadamente, assim combinados, então,
ficaram ultrabregas.
E, além de tudo, ela ainda é cigana.

5º lugar: Malena (Bartô Galeno) 

“Malena esqueça baby meu bem
Quero ter você perto de mim
Os velhinhos querem acabar comigo
Ninguém vai tirar você de mim”

Taí um nome forte e diferente: Malena.
Acho que é mistura de Maria com Helena.
É como diz o Bartô: “não há dinheiro que pague ternura antiga”.

 

4º lugar: Leidiane (Júlio Nascimento) 

Leidiane, Leidiane, you my love
Leidiane, eu te quero, you my love
Leidiane, eu te peço pra você voltar
Ah volte meu bem que eu sei que vou te perdoar
Retorne my love, "That love I will forgive you" 
Acho que é aportuguesamento de Lady Ann. 
Mas, menina, coisa feia o que você fez com o garimpeiro!

3º lugar: Conceição (Cauby Peixoto) (MEDALHA DE BRONZE) 

Conceição
Eu me lembro muito bem
Vivia no morro a sonhar
Com coisas que o morro não tem
Um clássico. 
Este nome foi mesmo criado para ser sussurrado.
E a voz inconfundível de Cauby só lhe trouxe mais beleza.
2º lugar: Sarah (Balthazar) (MEDALHA DE PRATA) 
Sarah, onde é que você se esconde?
Sarah, minhas cartas por que não responde?
Sarah, não me deixe ficar tão triste 
Sem saber se você ainda existe.
Sarah, onde é que você se esconde?
Sarah, minhas cartas por que não responde?
Sarah, não me deixe ficar tão triste 
Sem saber se você ainda existe.
 Pois é, Sarah com H. 
O mestre Balthazar encontrou a melhor sonoridade possível para seu nome.
E, afinal, ele já te achou?
1º lugar: Verônica (Maurício Reis) (MEDALHA DE OURO) 
Verônica, me sinto tão só
Quando não estais junto a mim
Verônica, eu quero dizer
Que te amo tanto
Que não posso mais
Que te quero tanto, amor 
A grande vencedora. 
Proparoxítona intensa gritada num canto que fez das tripas coração.
Verônica, faz isso não, volta para o Maurício Reis,
que eu estou com medo de ele acabar fazendo uma besteira...
Achei um velho poema: Sonetinho ensolarado

Encontrei este meu velho poema, perdido entre os livros de minha estante. Devo tê-lo escrito aos 15 anos, quando ainda escrevia poemas. Não é minha praia, mas aí vai.

 

Sonetinho ensolarado

Por Thiago de Góes

 

eu ia no dia que deu

dia bonito que deu sol

só deu sol naquele dia

no dia que eu ia só

 

ia eu no sol do dia

no sol que ia e que me deu

sol, mente e dia. somente o dia

no sol que ia como eu

 

que sol bonito naquele dia

dia "D" que o sol me deu

e que somente eu ia

 

e eu ria na certeza que me deu

idéia-dia que o sol teria

se soubesse que o dia era meu

Letra da versão italiana de Você não me ensinou a te esquecer

No post de 4 junho de 2007,  eu havia divulgado o link para o download gratuito da versão italiana de Você não me ensinou a te esquecer. Como não achei a letra em canto algum da Internet, pedi aos meus leitores com fluência em italiano que ouvissem a versão e transcrevessem a letra nos comentários do blog. Em troca, daria um exemplar autografado do meu livro Contos Bregas.

 

Pois bem, o leitor Edilon Ribeiro da Silva, que chegou aqui por meio do blog musicapopulardobrasil, do amigo Josué Ribeiro, venceu a promoção. Ele pediu a seu amigo Calleti, que transcreveu a letra inteirinha em italiano deste sucesso de Fernando Mendes gravado em italiano por Paolo Luna. (Veja a letra aí embaixo).

 

Muito obrigado pela contribuição, Edilon! Espero que goste do meu livro.

 

E eu vou dar prosseguimento a esta promoção. Quem souber o link para o mp3 ou a letra da versão italiana de Morango do Nordeste, gravada por Mafalda Minnozzi, também ganhar um exemplar do livro Contos Bregas!  Eu também não achei em canto nenhum, nem mesmo no site oficial de Mafalda Minozzi.


Non ho imparato a dimenticarti
Fernando Mendes/ Versão: Paolo Luna

Già non ti vedo piú da tanto tempo
Ancora ci penso
Volei guardarti, abbracciarti altre volte
Ma perché non mi ascolti

Così un pó disperato vado avanti
Davanti a questo disaggio sai
Che vive anche tu un pó perduta
Non me aiuato questi guai

Ma tu che cosa vuoi per perdonarmi
Me chiedo se tu puoi ora accettarmi
Prometto amarti più intensamente
Oggi e per sempre

Adesso che faccio della vita senza te
Non ho imparato a dimenticarti
E viene questa voglia di bacciarti, di amarti
Provo un modo di trovarti 

nel silenzio
cercando in altri bracci tuoi abbracci
Perduto in mezzo al vuoto di altri passi
C'è solo questo abismo di distanza
Tua mancanza un esperanza qui da solo

Adesso che faccio della vita senza te
Non ho imparato a dimenticarti
E viene questa voglia di bacciarti, di amarti
Provo un modo di trovarti


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Carta de um adolescente apaixonado a sua futura namorada

Escolhendo trechos de meus livros para ler na palestra dos Jovens Escribas na Bienal de Natal, vi que muitos dos meus contos contém cartas.

 

Lembrei-me de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa, para quem Todas as cartas de amor são ridículas, afinal “não seriam cartas de amor se não fossem ridículas”.

 

Se as cartas de amor são ridículas ou se o amor é brega, como cantou Cazuza, eu realmente não sei. Mas se assim o forem, concluo pela minha própria e evidente ridícula breguice.

 

Uma das cartas retiradas dos Contos Bregas foi bastante aplaudida lá na Bienal. É uma carta de um adolescente apaixonado à sua futura namorada. Ela está inserida no conto Escrito nas Estrelas, inspirado na canção de Tetê Espíndola.

 

Eu já a havia postado aqui. Mas como hoje é Dia dos Namorados, creio ser oportuno republicá-la.  Gosto muito desta carta, pois ela foi de certa forma profética, pois eu mesmo já achei minha namorada, noiva e futura esposa. (Eu te amo, Renata!).

 

Aí vai a carta:

 

“Minha querida futura namorada,


Não te conheço ainda e, apesar disso, já sei que te guardas para mim. Não falo das tuas carnes, que me tentarão continuamente, mas dos olhares de brilho certeiro, que me desvendarão com extrema competência.

 

Quando a vir pela primeira vez, saberei logo estar defronte uma deusa. Que meus olhos não te encabulem ao percorrerem vagarosamente tuas suaves sinuosidades. E que não te sintas acanhada se fores inesperadamente abordada por este estranho admirado, numa fila qualquer, numa rua qualquer, num momento mágico. 

 

Desculpar-me-ás pela intromissão. Acaso não foste tu que primeiro invadiste meus sonhos? Como poderás negar-me então o prazer de conhecer-te? É certo ainda que não sei como te chamas, apesar de chamar-te sempre em silêncio; que não sei como tu és, apesar de senti-la bem próxima.

 

Se por ventura surgirem mulheres intrusas no intervalo amargo de tempo entre mim (presente) e você (futuro), não te assombres, querida: saberei distingui-las de ti e não será delas meu coração.


E quando me deixares beijar-te os lábios e afagar-te os cabelos a agarrar-te o corpo macio, enfim, saberás que há muito esperava por ti. E tu serás tu. E eu serei eu. E nós seremos nós.

 

Não permitirás que se riam da breguice doce de nossas juras de amor. E que nossas cartas sejam ridículas, e daí? Que tem demais? Que tem de menos? Não me deixarás sentir a traiçoeira nostalgia da solteirice, pois que nosso amor nos libertará.

 

Querida, não me conheço ainda e, apesar disso, já sei que me guardo para ti...

 

Beijos de seu futuro namorado”

Vídeo com autor da biografia de Roberto Carlos + Crônica de Marcelino Freire “Vamos processar Roberto Carlos"


Eu sei que você já viu a reportagem do Fantástico na qual Roberto Carlos reclamou que não pediram autorização para sua biografia, mas que negaria se o pedissem.

 

Mas talvez você ainda não tenha visto um depoimento tão enfático e contundente, emocionado até, do autor da biografia Roberto Carlos em Detalhes, Paulo César de Araújo. E, ainda por cima, intercalado pelo primoroso texto de Marcelino Freire, chamado Vamos processar Roberto Carlos, no qual ele diz com todas as letras: “Ele, sim, sempre invadiu a nossa privacidade”, e sugere outros significados para a canção Sua estupidez.

 

Detalhe que me chamou a atenção: Paulo César termina dizendo que em nenhum momento Roberto Carlos abriu a boca para desautorizar a biografia antes de ela ter sido publicada. E depois foi na Globo dizer algo como “por que não pedir autorização se eu estou aqui para autorizar”.

 

Se não viu estes depoimentos, veja agora logo aí embaixo na telinha do YouTube este encontro que  aconteceu em 4 de junho, na Livraria da Vila da Lorena, dentro do projeto “Prosa na Vila”, sob mediação do escritor Suênio Campos de Lucena.


Eu garanto: é melhor ver e ouvir do que simplesmente ler, pois estes dois escritores são também exímios oradores. A emoção na voz de Paulo César e a interpretação ferina de Marcelino Freire deixam ver significados implícitos no texto. Quem já ouviu qualquer um deles concorda.

 

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Contos Bregas na Bienal Nacional do Livro de Natal

Esta noite, partirei com minha amada noiva Renata para minha cidade Natal. Vou rever meus amados pais e irmãos e também participar da Bienal Nacional do Livro de Natal, dentro do painel Leituras, juntamente com os outros Jovens Escribas: Carlos Fialho, Pablo Capistrano e Rodrigo Levino.

 

O encontro vai acontecer no sábado, 9 de junho, das 15h30 às 16h30, no Centro de Convenções de Natal.

 

Nas palavras de Fialho, a proposta do painel é a seguinte: “Vamos escolher os trechos de nossos livros que julgarmos mais divertidos para leitura e contar para os presentes como chegamos naquelas idéias, naqueles textos, o que circulou em torno de nosso processo criativo para que pudéssemos conceber aqueles trechos”.

 

Já estou escolhendo os melhores trechos de meus livros “Contos Bregas” e “Lobas, Deusas e Ninfetas” para comentar na Bienal.

 

Mas eu já comentei alguns dos outros livros dos Jovens Escribas.

 

Neste artigo sobre o livro Pequenas Catástrofes, de Pablo Capistrano, eu analiso esta interessante obra, na qual “a busca por uma nova droga, capaz de reconfigurar geneticamente a espécie humana, é o pano de fundo para uma série de questões filosóficas, existenciais, religiosas e outras tantas”.

 

Também escrevi uma resenha sobre o livro Lítio, de Patrício Jr, outro jovem escriba que também estará na Bienal, mas conversando com o escritor Marcelino Freire sobre a relação dos blogs com a literatura. Como disse no artigo, Lítio é o “excelente romance de estréia de Patrício Jr., incluído no selo literário Jovens Escribas, e que narra o encontro de duas almas sofridas, cujas histórias de vida as levaram ao que vulgarmente chama-se de "fundo do poço".

 

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Uma divertida história recheada de refrões de música brega

Anos atrás, Rafael Galvão publicou uma história recheada de refrões de bolero.

Agora resolvi fazer também uma divertida história recheada de refrões de músicas, só que de música brega!

Vejam só como ficou: 

PARTE I – Ele e ela na hora do adeus! 

- Vê, se me esquece, tá?
- Mas, meu bem, eu não consigo! Você não me ensinou a te esquecer...
- Não interessa. Sai da minha frente. Suma da minha vida!
- Olha o respeito. Veja como fala comigo. Eu não sou cachorro, não!
- Você é muito pior do que isso. Sabe de uma coisa? Eu devia te odiar!

- Mas por quê, amor?
- Você ainda pergunta? Esqueceu que eu lhe peguei no fraga?
- Você ainda lembra disso? Já faz tanto tempo... Quando vai me perdoar?
- Meu ex-amor, tem coisas que a gente não esquece!
- Mas nós éramos um casal tão bonito. Todo mundo dizia que um amor perfeito existia entre nós dois...
- Amor perfeito? Tudo não passava de aparências. Aparências, nada mais, sustentaram nossas vidas!

- Que conversa! Vamos, venha comigo. Eu vou levar você para um canto bem bonito.
- Sai! Me solta! Me larga!
- Se você não vier por bem, virá por mal. Eu vou tirar você deste lugar!
- Não vai, não!
- Então, sendo assim, vou acabar ficando louco... 

PARTE 2 – Ele conversando com uma fotografia 

- Cadê você, que nunca mais apareceu aqui?
-
- Eu estou muito mal, sabe? Há uma semana não saio de casa. Tranquei a vida neste apartamento!
-
- No toca-fitas do meu carro, uma canção me faz lembrar você. Aliás, eu queria dizer que te amo numa canção. Mas acho que esta é a última canção que eu faço pra você... 

PARTE 3 – Ele no bar com os amigos

- Mas vejam só quem está chegando. Quem é vivo sempre aparece!
- Ele voltou! O boêmio voltou novamente!
- Pois é, amigos. Tornei-me um ébrio. Na bebida busco esquecer aquela ingrata que eu amei e que me abandonou!

- Mas ela era tão importante assim pra você?
- Rapaz, aquela menina era a felicidade que eu tanto esperei!
- E agora, o que você vai fazer para esquecê-la?
- Sabe como é, né? Pra matar a tristeza, só mesa de bar. Vou tomar todas, vou me embriagar. Se eu pegar no sono, me deite no chão!
- Falou e disse!
- É isso aí!

De quando acertei que uma canção faria sucesso. Próxima profecia: sucesso nacional da Belina Mamão

Modéstia à parte, tenho um ótimo faro para identificar músicas de sucesso. Já tive a oportunidade de ouvir grandes canções quando ainda eram desconhecidas e dizer “Esta vai tocar no Brasil inteiro”.

 

Isto aconteceu quando, muitos anos atrás, um amigo trouxe-me de presente uma fita cassete (é o novo!) lá do norte. Quando meu antigo toca-fitas de dois decks (é o novo!) passou uma canção cujo refrão dizia “cavalo manco, agora eu vou te ensinar, isso e muito mais você só vai encontrar no Pará” eu disse para mim mesmo: esta é pra valer!

 

Anos mais tarde, a Banda Calypso já era conhecida do Brasil inteiro e freqüentadora assídua dos programas de auditório dominicais. É verdade que teve um cara aí que os chamou de imbecil. Mas essa é outra história...

 

Outra vez flagrei um vaqueiro do interior nordestino ouvir no seu radinho de pilha uma voz muitíssimo estridente cantando uma letra esquisita que falava de batatas na terra e de uma mulher insaciável que apareceu de repente, quando o compositor estava tão distante...

 

Eu percebi a grande empolgação do vaqueiro acompanhando em alta voz o refrão “me diz o que ela significa pra mim” e pensei: esta música vai estourar! Algum tempo depois, Morango do Nordeste recebeu inúmeras versões em diferentes gêneros musicais. Teve até um cover cearense do Elvis Presley, chamado Elzio Silver que fez uma versão americana para a canção, intitulada de Strawberry of Northweast. Mas essa também é outra história.

 

Também um punhado de anos atrás, lembro que baixei umas mp3s no Kazaa (é o novo!). Eram umas cúmbias divertidíssimas que usava para aprender espanhol. Eu adorava uma delas, na qual o cantor xingava sua musa de mentirosa. Hoje, Mentirosa é sucesso obrigatório nos shows de forró aqui do Nordeste.

 

Mas porque estou dizendo tudo isso? É só para justificar porque estou apostando tanto no sucesso nacional da banda Belina Mamão, a que chamo carinhosamente de melhor banda de brega da Via Láctea e arredores.

 

Eu já havia aprovado totalmente a proposta da banda e sua irreverência. Mas quando soube que seu trabalho era autoral, resolvi escutar o cd dos caras. E é simplesmente demais! É brega da mais alta qualidade!

 

Por isso, escolhi a Belina Mamão para fazer o show do lançamento de meu livro Lobas, Deusas e Ninfetas. Foi um sucesso! Agora, os caras já se apresentaram no Clube do Brega da Tv Diário, arrasaram no Mada e foram citados no jornal O Globo. Não vai demorar muito para estarem nos palcos da Globo. Pode anotar aí!

 

E agora, a Belina Mamão já tem até site oficial. Para comemorar mais esta vitória, você pode baixar aqui a música Um Cara aí, cuja letra segue aí embaixo.

 

Um cara aí
Letra e Música: Junior Mandrix

Ela tá atrás de um cara aí pra se dar bem
Ela tá atrás de um cara aí que faça bem
Ela tá atrás de um cara aí pra namorar
Ela tá atrás de um cara aí pra se casar

Passou o dia inteiro procurando um cara aí
E não sabia o que ia encontrar
O sonho dela é encontrar um cara aí
Que faça a sua vida e o seu corpo delirar
De amor

O seu corpo delirar....de amor
O seu corpo melhorar... de amor

Tudo sobre “Você não me ensinou a te esquecer”, que acaba de ser gravada em italiano

Eu tinha apenas um aninho de idade quando um cantor romântico de cabelos longos e encaracolados gravou uma belíssima canção de amor.

 

A música era Você não me ensinou a te esquecer. O cantor, Fernando Mendes. E o ano, 1979.

 

Passaram-se décadas para que eu pudesse conhecê-la. Quando aconteceu de ouvi-la pela primeira vez, pensei que a música coubesse muito bem na voz de Caetano Veloso. Dito e feito. Anos mais tarde, Caetano gravaria a canção, com arranjos de violino, para a trilha sonora do filme Lisbela e o Prisioneiro.

 

A música estourou no Brasil inteiro. Gente que a achava brega na voz de Fernando Mendes, achou muito chique na voz de Caetano Veloso. Puro preconceito, já que a música é a mesma. Mas o sucesso foi tanto que a música foi indicada para o Grammy Latino 2004.

 

Já escrevendo meu livro Contos Bregas, decidi incluir um conto inspirado no sucesso de Fernando Mendes. Epigrafado pelos versos “Você bem que podia perdoar. E só mais uma vez me aceitar. Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la!”, o conto Você não me ensinou a te esquecer traz a história de um adolescente que perde a namorada ao traí-la com a melhor amiga dela, numa boate. Quem leu disse que o final é surpreendente!

 

Além de Caetano, muitos outros artistas gravaram a canção, como Bruno e Marroni, Cristian e Half, entre outros. Eu lembro até de tê-la ouvido em ritmo de forró. Mas agora, ela foi gravada em italiano por um cantor chamado Paolo. Você pode até baixar a versão italiana da canção, chamada "Non ho imparato a dimenticarti", no site oficial de Paolo.

 

Apesar disto, eu não encontrei a letra em lugar nenhum na Internet. Se alguém que souber italiano puder ouvir a música e transcrever a letra aí no campo dos comentários, ganha um exemplar gratuito e assinado do meu livro Contos Bregas.

 

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Soneto para uma canção brega

por Thiago de Góes

 

À irresistível beleza de tuas rimas previsíveis

Que do amor traça uma ponte inquebrantável à dor

À melodia barata de teus refrões pungentes

Que do ouvido ao som gruda como cola-cor

 

À sabedoria de tuas frases feitas para planar

No ruído esdrúxulo de tuas vozes rasgadas

Aos clichês inesquecíveis de teus refrões perenes

Que da memória insana custam escapar

 

O poeta agradece enternecido por teus encantos

E guarda-se na doce breguice de teus versos

E na cafonice extravagante dos teus prantos

 

O poeta agradece compadecido pelo imbróglio

Resultante dos eternos conflitos apaixonados

E, aliviado, ri-se perpetuamente de si próprio

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