Eu também nunca dei crédito para esse negócio de produto interno bruto, ou PIB para os íntimos.
Para mim, não adianta ao país aumentar o bolo, sem distribuí-lo justamente. Como diz o ditado, uns com tantos, outros sem nada.
Mas eu não sabia que o presidente do Butão pensava igual a mim.
Fiquei sabendo da implantação da Felicidade Interna Bruta (FIB) naquele país, por meio desta coluna de Susan Andrews na Revista Época: PIB ou FIB: as lições do Butão (disponível para assinantes).
Com sua costumeira sabedoria, Susan nos indaga:
Imagine um reino onde a felicidade dos súditos é mais importante que a produção econômica. Um conto de fadas?
Cá pra nós, vocês acham que a FIB do Brasil é alta? Ela seria maior ou menos que o nosso PIB?
Eu não sou Waldick, não!
Que escritor, que nada!
Eu sempre quis mesmo é ser cantor de brega.
Esta foto é uma montagem feita pelo meu amigo Valmir Castelo Branco. Muito obrigado, Valmir. Ficou muito massa!
E com vocês: Thiago Soriano!
Eu não sou Waldick, não!
Thiago Soriano
Eu não sou Waldick, não!
Pra viver admirado
Eu não sou Waldick, não!
Para ser tão consagrado
Tu não sabes compreender Quem canta, quem enrola Tu só sabes me cobrar E por isso eu vou embora
A melhor coisa do mundo É cantar sendo aplaudido Quem conhece um bom cantor Não merece desamor, nem tão pouco ser traído
Tu devias compreender Que não canto uma canção Pelo nosso amor, pelo amor de Deus Eu não sou Waldick, não!
Conto da caverna do dragão
Antes de sair para a missa de sétimo dia, a mulher encontrou esta carta, que jazia perdida embaixo da cama de casal.
Minha querida Uni,
Eu já não tenho muito tempo. Estou morrendo. Em breve, quem sabe, poderemos nos encontrar.
Escrevo mais por necessidade, pois não sei se você receberá o conteúdo desta carta. Em todo caso, outro dia sonhei com o pequeno mago, nosso grande mestre. Ele me disse para dizer tudo o que jamais havia dito. E depois desapareceu, como costumava fazer em nosso tempo.
Perdão, Uni! Perdão por nunca ter falado sobre você com ninguém deste mundo, além de nossos amigos. Sabe, as pessoas daqui não acreditam em unicórnios...
Perdão por não ter tido forças de me livrar dos braços de nossos amigos, que me impediam de trazê-la para o lado de cá, quando o portal que separava nossos mundos já estava quase se fechando.
Eles tinham medo de que eu preferisse ficar com você. Sabe de uma coisa? Eu preferia mesmo. Apesar de tudo, tenho muita saudade do que vivemos naquele mundo. Mesmo dos perigos, das criaturas repugnantes, dos dragões e vingadores.
Uni, acredite em mim. Eu não queria ter voltado pra casa...
Antes de adoecer, visitei o local onde fomos tele-transportados para seu mundo. O parque já não estava mais lá. Procurei você por todos os cantos. Procurei por outro portal. Mas nada aconteceu.
Se o meu tacape mágico ainda estivesse comigo e ainda tivesse os poderes de outrora, eu racharia o mundo no meio, para que ele ficasse igual meu coração partido.
Até logo, Uni!
A mulher mostrou a carta ao psicanalista. Delírios que quem se aproxima da morte, disse ele.
Mas, pela manhã, ela teve a impressão de ter visto chifres de unicórnio, entre as bromélias do jardim...
Alunos do curso de publicidade da Universidade Potiguar (UnP), que são membros da Agência Maya Comunicação, adotaram o selo literário Jovens Escribas, do qual faz parte meu livro Contos Bregas, como tema do Trabalho de Conclusão de Curso.
Eles fizeram uma campanha de marketing para o selo e especificamente para cada um dos livros já publicados por ele.
Para meu livro Contos Bregas, eles fizeram este excelente e divertido vídeo-clipe, intitulado História de Amor Tragicômica, e estrelado por um personagem batizado de Barbo Kléverson. A música foi cantada por André Buarque.
A letra da música, que conta a história de um flagra de traição, caberia muito bem na voz da minha banda preferida, Belina Mamão. Inclusive, como vocês podem ler no comentário de France Lee Flores, parece que a canção interessou mesmo à banda.
Eu procurei o autor da música por todos os cantos do Google e não achei. Quando ouví o verso que faz referência ao meu livro “Lobas, Deusas e Ninfetas”, percebi que eles compuseram a canção especialmente para o vídeo.
Demais!
Assistam ao vídeo. Riam bastante. E acompanhem a letra aí embaixo.
E muito obrigado à Nocole. Lívia, Thúlio e Thiago. Vocês fizeram um trabalho de excelente nível!
História de Amor Tragicômica Nicole Abreu, Lívia Farias, Thúlio Rêgo e Thiago Lins
Eu tinha tudo Minha mulher me adulava Com tudo me agradava Era só amor, amar.
No meu possante envenenado
Com o capô todo amassado E o som arregaçado Comecei a me animar
Parei de respirar Quando uma mimosa ninfeta Com aquela silhueta Decidiu me conquistar
Mas, meu coração é fraco O danado é tão volúvel Eu não sei porque muléstia Por outra fui me enrabichar
Me arrumei, fiquei nos trinques Passei meu leite de rosas E convidei ela pra um drinque No barzinho do Ademar
Nós chamegando Minha mulher veio fumaçando E chegou logo gritando: “Cachorro, eu vou lhe deixar!”
Eu tinha tudo Minha mulher me adulava Com tudo me agradava Era só amor, amar.
E eu fiquei sozinho Procurando um carinho Sem deusa, loba ou ninfeta
Vim minhas mágoas afogar
Eu tinha tudo Sem mulher não tenho nada Só minha vida amargurada
E um garçom pra me escutar
Conto da final do panamericano de basquete 1987
Eis que, numa noite insana, confrontaram-se a sabedoria conformada do irmão mais velho e a esperança ingênua do caçula.
Aquele não se postou à frente do aparelho televisor da sala de estar. Este, sim. Aquele não fechou a mão, posicionando o dedo “cata-piolho” entre o “maior de todos” e o “fura-bolo”. Este, com muita força. Aquele já não cria no impossível. Este, ainda...
“Não adianta torcer. Nós não temos chance alguma”, disparou o irmão mais velho.
O caçula não deu bolas. Sem desfazer a figa um só momento, acompanhou a apresentação dos jogadores da equipe verde e amarela e dos estrangeiros.
“Esqueça! Foram eles que inventaram o basquete. Como podemos ganhar deles?”.
Como podemos? O placar se alarga cada vez mais. O caçula apenas conta quantos pontos separam os inventores dos sonhadores. Números que aumentam, mais do que diminuem. A cesta adversária parece menor que a nossa. O caçula força para não chorar.
“Não fique triste. Nós estamos fazendo muito bonito. Em nosso lugar, ninguém faria melhor que nós. Mas ganhar deles é impossível! Eles são mais fortes, mais altos, mais ágeis, mais precisos”.
Intervalo entre o primeiro e o segundo tempos. O caçula não perde a esperança.
“O jogo não acabou. Nós vamos ganhar. Você vai ver!”.
A esperança do garoto repousava naquele jogador que diziam ter a mão santa. Ele é um craque, pensou o garoto.
“Parece que basta rebolar a bola pra cima, que ela cai direitinho na cesta”.
Mais três pontos para a equipe verde e amarela. O time está motivado. A figa da mão direita prende o sangue do “cata-piolho” do caçula, deixando-o avermelhado. Idem na mão esquerda. Um rebote defensivo. A equipe está motivada. O caçula olha para o irmão mais velho, com um sorriso malicioso. Um rebote ofensivo. Mais três pontos. A diferença do placar diminui.
“Não gaste sua mente. Isto é só uma reação passageira. Logo, logo, eles voltam ao normal”.
Mas os caras não voltaram ao normal. Nós é que estávamos anormais. Lances livres. Ele não erra. Converte o primeiro. Ele não erra. Converte o segundo. Ele não erra. O placar diminui. O caçula em pé com as duas figas. De repente, mais três pontos para a equipe verde e amarela. De repente, falta apenas meia dúzia de pontos para o empate. De repente, o impossível pode acontecer. De repente, liberta-se o grito da esperança. De repente, libertam-se os pulos da esperança.
“Estamos na frente! Estamos na frente! Estamos na frente!”.
O caçula sente os pelos de seu corpo arrepiarem. A intensa alegria com que comemora cada cesta impede-o de ver o semblante emocionado do irmão mais velho.
De repente, o impossível acontece! De repente, o impossível materializa-se em santas lágrimas e abraços e pulos numa quadra mágica.
Imitando um pequeno e teimoso personagem de desenho animado, o caçula repete incansavelmente para o irmão mais velho:
“Mas eu te disse! Eu te disse! Eu te disse! Eu te disse...”.
Responda rápido: Esta foto mostra uma pessoa carregando vários cachorros ou vários cachorros carregando uma pessoa?
Seja qual for a resposta certa, a imagem é notícia para nós brasileiros. Muito mais notícia, aliás, do que homem morder cachorro. E cachorro morder homem nem se fala.
A foto foi tirada nas ruas de Buenos Aires, Argentina, terra de tangos, que são verdadeiros bregas em espanhol. A cena é comum por aquelas bandas portenhas. Um cara ganha dinheiro para passear com o cachorro da madame. Ele conhece várias madames, que têm vários cachorros (perros em espanhol), mas não possuem tempo para passear com seus bichinhos de estimação.
Eu só não entendo como eles fazem para que os cães não briguem uns com os outros e mantenham a paz na caminhada. Um mistério...
É, amigos! Quem não tem cão caça com gato. Ou quem não tem tempo paga pra quem não tem dinheiro. E se tempo é dinheiro, nada mais justo que se troque uma coisa pela outra, não é verdade?
Ah, um detalhe que esqueci de dizer! Segundo a guia de turismo da agência de viagens, estes caras que carregam cachorros, ou são carregados por eles, ganham muito bem. Até mais do que muitas pessoas com emprego fixo. Quer prova melhor de que o cachorro é o melhor amigo do homem?
E talvez seja por isso mesmo que algumas mulheres adoram xingar homens de cachorros. E ainda tem aquelas que escrevem com orgulho na contra-capa da agenda escolar: “Quanto mais eu conheço os homens, mais admiro os cachorros”. Que maldade...
Quanta cachorrada, né? Mas não se assuste: cão que ladra não morde!
P.S: Este post é dedicado à Marquês, desengonçado e carinhoso dogue alemão natalense, que já não está mais entre nós; e à Lua, recém-nascida boxer albina, que trará muita felicidade para minha querida irmã Rachel.
A felicidade da fazer os outros chorarem de felicidade
Eu nunca pensei que pudesse fazer chorar tanta gente ao mesmo tempo. Foi emocionante, quando li o texto abaixo na festa do meu casamento. Minha esposa e nossas famílias merecem!
“Boa noite,
Esta é uma noite muito especial para mim. Estou muitíssimo feliz de poder celebrar, na presença de Deus e de todos vocês, o amor que fez de mim e de Renata muito mais do que apenas duas pessoas reunidas sob o mesmo teto.
Onde o amor floresce, a família se agiganta!
Nós não viemos à toa para este mundo. Por trás de todas as nossas ações e de todos os nossos pensamentos, há uma chama que ilumina nosso espírito. O nome desta chama é amor e ela nunca acende quando estamos sós.
Eu e Renata nos guiamos por esta chama, que nos une. Que nos faz ver que nossas responsabilidades não são vazias. Que nossas vontades não são gratuitas. Que nossas ações não são inúteis.
Eu sei, Renata. Há um propósito por trás do brilho dos teus olhos. Por trás do charme do teu sorriso sincero. Eu amo você!
E a vida, eu sei que a vida não é só vitórias. Mas é por isto mesmo que estamos aqui. Para dizer que o nosso amor nos faz maiores do que qualquer barreira, do que qualquer revés, do que qualquer injustiça. A chama do amor pode queimar qualquer injustiça!
A família. Meus pais. Papai, mamãe. Muito obrigado por tudo. Por me fazerem o que sou. Eu amo muito vocês. Vocês também são responsáveis por este momento. Eu agradeço imensamente pelo amor de vocês. E sou infinitamente grato a Deus por compartilhar este momento especial da minha vida com vocês.
Eu e Renata agradecemos a todos os nossos familiares e amigos. Aos que aqui estão, em corpo ou em espírito. Presentes fisicamente ou em pensamento.
Vocês todos contribuíram para o encontro do meu coração com o de Renata.
Alegrem-se. O amor floresceu. A família se agigantou!
Muito obrigado!
Thiago de Góes”
Estou de volta!
Alô pessoal,
Estou de volta! Uma novidade para vocês:
Lívio Oliveira está fazendo a biografia de Carlos Alexandre.
Estou passando rapidamente. Em breve, colocarei outros posts mais elaborados. Muito obrigado a todos que me parabenizaram pelo casamento.