Não sei por qual motivo, uma ruma de gente está chegando por aqui ao procurar pela versão em inglês de Fogo e Paixão, sucesso de Wando. Então, atendendo apedidos, com vocês Fire and Love:
You are light
Ray, star and moonlight
A Sunny morning
My Yaya, my yoyo
You are yes
And never my no
When, so crazy
Kiss me in the mouth
Love me on the ground
E agora em espanhol:
Fuego y Pasión
Tú eres luz
Rayo, estrella y lunar
Mañana de sol
Mi yaya, mi yoyo
Tú eres si y nunca mi no
Cuando tan loca
besame en la boca
Me coge en el suelo
Em francês:
“Feu et passion”
Vous êtes lumière
Vous êtes rayon, étoile et lune
Matin du solei
Mon iaia, mon ioio
Vous êtes oui, et jamais mon non
Quand tant folie, me baisse à la bouche et m’aime au terasse
Em alemão:
du bist Licht bist Blitz, Sterne und Mond Morgen mit sonne Meine Jaja, mein Jojo du bist Ja und nie mein Nicht wenn ganz verrückt mein Mund kusst und liebt mich auf dem Boden
A repercussão da novela das sete no salão de beleza
A bola da vez no salão de beleza está na boca do povo: a nova novela das sete.
O monitor no alto da parede mostra o beijo do casal beleza pura, ao som de Tu sais je vais t’aimer. Para sempre, ou até que o último capítulo os separe.
Ao retira a cutícula das unhas da cliente, a pedicure cantarola “aquellos ojos verdes” e pensa “parece que botaram formol”, sem deixar escapar o provável ciúme da mulher que não está na raia. E, num descuido, acaba sangrando o fura-bolos da cliente.
O senhor de meia idade, fingindo ler a revista semanal do mês passado, vê a cena pelo reflexo no espelho do cabeleireiro. Ele quer a namoradinha do país, mais nova hipotenusa do triângulo escaleno.
Ele se apieda do cateto mais fraco do triângulo, que chuta enfurecido os pneus do veículo, ao som do alarme antifurtos, ele que também tivera seu coração roubado.
E depois dos pés feitos e das mãos feitas e dos cabelos feitos, todos voltam para suas casas, onde seguem cenas de outros capítulos.
Tu sais je vais t’aimer Même sans ta presence Je vais t’aimer Même sans espérance Je vais t’aimer Tous les jours de ma vie
Dans mes poèmes j’ écrirai C’est toi que j’aime C’est toi que j’aimerai Tous les jours de ma vie
Eu sei que vou chorar… A cada ausência tua Eu vou chorar Mas cada volta tua Há de apagar O que esta tua ausência me causou Eu sei que vou sofrer A eterna desventura de viver A espera de viver ao lado teu Por toda minha vida.
Tu sais je vais pleurer Quand tu t’éloignera Je vais pleurer Mais tu me reviendras Et j’ oublierais La douleur de m’ennui Tu sais je souffrirais A chaque instant d’attendre Je souffrirais Mais quand tu seras lá Je renetrai Tous les jours de ma vie Por toda minha vida.
Banda Grafith completa 19 anos com muito sucesso!
Eles completaram 19 anos de puro sucesso! A comemoração aconteceu em Natal (Norte Show), no último dia 10 de novembro.
Estou falando da formidável Banda Grafith, cujos sucessos Cara de Cavalo e Bode Chico, além de seus inconfundíveis reggaes das antigas, fizeram parte da trilha sonora de minha juventude.
Para quem é natalense, não preciso fazer apresentações. Mas para quem não é, favor leia esse post no qual eu falo tudo sobre essa banda que merece há muito tempo fazer sucesso nacional.
Se você já é grafiteiro de carteirinha, não se esqueça de entrar para a Comunidade da Banda Grafith no Orkut. Foi lá que eu soube do link para esse vídeo com parte do show dos 19 anos, que você pode ver aí embaixo na telinha do YouTube.
Achou legal? Então veja agora esse slide-show feito por um fã incondicional da banda.
E aí? Mas legal mesmo é subir no palco da Banda Grafith, no baile de formatura do Colégio das Neves, na hora em que eles tocam Cara de Cavalo ou Bode Chico. Eu já tive essa oportunidade e sei que é inesquecível. Só não pude gravar, como fizeram Tiago e Karim ano passado. Cantem com eles: “Chico bateu no bode, o bode bateu no Chico...”.
Arranquei meus quatro dentes sisos de uma só vez!
Uma coisa eu garanto: tomar sorvete batido com leite no liquidificador é muito bom! Uma delícia!
Ainda mais pra quem arrancou os quatro dentes sisos de uma só vez. E não se preocupe se você não sabe o que são nem para que servem os dentes sisos. Provavelmente, um dia você também terá que tirá-los.
Já ouvi dizer até que estes dentes, usados pelos nossos ancestrais para comerem carne crua, não terão vez na evolução da espécie humana. Dizem que já há pessoas que não desenvolvem estes dentes e que, no futuro, eles deixarão de existir.
A minha sorte foi ter escolhido um excelente dentista, que os arrancou com muita competência, rapidez e conhecimento. Minha recuperação está sendo muito boa. Estou tomando todos os remédios que ele me receitou e ainda passando compressa fria nas bochechas. Elas ainda estão inchadas, é normal, mas espero que não fiquem como as do Kiko, amigo do Chaves.
Ir ao dentista, ao meu ver, está se tornando uma experiência cada vez menos traumática. As anestesias parecem estar mais precisas, eficientes e menos dolorosas.
Um dos meus dentes, inclusive, estava inteiramente deitado. Deu pra ver bem direitinho na radiografia. Dessa forma, ele estava empurrando os outros dentes. Eu pensei que, por esse motivo, ele daria mais trabalho para ser arrancado. Mas enganei-me.
Com a boca anestesiada, a dor é mínima, mas há o incômodo de sentir o dente saindo aos poucos, cedendo aos puxões.
No início, estava meio receoso de arrancar os quatros de uma só vez. Mas agora que tudo já passou, vi que foi bem melhor do que arrancar um ou dois por sessão. O sofrimento é um só e a recuperação é uma só.
De volta pra casa, tinha gazes nos dois lados da boca, para que eu mordesse com força, a fim de estancar o sangue. Agora estou em repouso, falando pouco, tomando sorvete no canudo, com a recomendação de usar dois travesseiros para que, deitado, a cabeça fique bem acima do corpo. Uma parte da língua ainda está dormente. É estranho, pois parece um molambo dentro da boca. Ehehehe.
Mas o melhor de tudo é receber os cuidados de minha querida e amada esposa Renata. Isto sim é que é vida boa!
Dentes incisos + Odair José em propaganda de banco
Logo mais à tarde, vou ao dentista para retirar meus quatro dentes sisos. Acho que vai ser como se o dentista cantasse para cada um dos dentes o refrão da famosa canção de Odair José: "eu vou tirar você deste lugar".
Aliás, por falar em Odair José, olha só ele aí estrelando a propaganda do Credicard Citi, produzido pela agência W/Brasil. Só falta Waldick Soriano fazer campanha para o Bradesco. ehehe.
Acordar cedo e desempenho estudantil. Deus ajuda quem cedo madruga?
Eu odeio acordar cedo parece que é a maior comunidade do Orkut. De fato, uma ruma de gente não acredita, definitivamente, que “Deus ajuda quem cedo madruga”.
Eu mesmo, por exemplo, já enfrentei algumas dificuldades para acordar cedo. Numa delas, inclusive, fui enganado pelo meu próprio inconsciente. Vocês acreditam que, simplesmente, eu sonhei toda a minha rotina matinal, desde o momento do despertar até a chegada ao trabalho? Incrível, para não me sentir culpado por dormir até tarde, acabei sonhando que havia acordado e que estava tudo muito bem, obrigado.
Para fazer a matéria, entrevistei as alunas Ana Lígia Dantas de Medeiros e Patrícia Furtado Lima, integrantes do grupo pesquisador encabeçado por John Fontenele Araujo.
No artigo Dormir mal faz mal para os estudantes, Araújo garante: “os estudantes dormem em sala de aula não é por culpa dos professores, geralmente a culpa está nos horários das aulas, pois os horários são organizados de uma forma que atrapalham o sono noturno dos estudantes e por eles dormirem mal, acabam dormindo nas aulas”.
Meses depois, já formado, atuando como assessor de imprensa do Colégio das Neves, pude observar a realidade de alunos chegando sonolentos às salas de aula.
A Internet é, sem dúvida, uma forte razão para que os jovens durmam cada vez mais tarde e, por esse motivo, menos horas por noite, já que o horário das aulas não tem acompanhado estas mudanças.
Creio que algumas escolas podem achar incômodo mudar seus horários, pois eles parecem estar vinculados à jornada laboral dos pais dos alunos, que são responsáveis em boa parte pelo transporte dos jovens até à escola. Esta escola, porém, teve a coragem de mudar seus horários.
Acho que aulas que se iniciam às 7h da manhã já eram muito cedo quando eu era secundarista, ainda mais agora que a tendência dos jovens é dormir cada vez mais tarde. Esta minha percepção parece estar refletida em dois recentes artigos do jornalista Gilberto Dimenstein: Professora do sono e Cérebros estimulados.
No primeiro, Dimenstein mostra que a neuropediatra Márcia Pradella afirma categoricamente: “Posso assegurar que deixar os jovens mais tempo na cama seria recomendável". No segundo, ele cita o neurocientista americano Mary Carskadon, que “propôs a uma escola que deixasse os alunos chegarem mais tarde”.
E aí? Quantas notas baixas você teria evitado se tivesse tempo para dormir mais e melhor?
Encontro do Coxinha e do Carro Velho, o Rei do Elogio
Esta é uma piada que os cearenses entenderão de cara. Se você não é cearense, procure no Google sobre os personagens Coxinha e Carro Velho – O Rei do Elogio, antes de ler os diálogos abaixo.
Quero deixar claro que não concordo com o Coxinha. O Carro Velho é mesmo um sujeito inoxidável, que recebe todo o nosso respeito tecnológico. Ele é gente fina.
ENCONTRO DE COXINHA COM O CARRO VELHO, O REI DO ELOGIO
COXINHA – Olha lá, Doquinha, quem vem vindo ali.
DOQUINHA – É o Carro Velho, o Rei do Elogio.
COXINHA – Que rei que nada, Doquinha! Aquilo de rei só tem a coroa.
DOQUINHA – Fala baixo, Coxinha. Ele está chegando aí...
(...)
COXINHA - Meu amigo Carro Velho, a quantas andas?
CARRO VELHO - Não tão bem quanto você, que é um sujeito inoxidável!
COXINHA - Eu? Você que é uma autarquia, um caminhão carregado de farinha!
CARRO VELHO - Que nada, Coxinha. Você é que é um sujeito subjestivamente qualificado e que merece todo o nosso respeito tecnológico!
COXINHA - Olhe, um elogio vindo de você é uma honraria. Tenho orgulho de ser seu amigo, não é Doquinha?
DOQUINHA - Ééé siiimmmm...
CARRO VELHO - Coxinha e suas gentilezas. Você sabe que você é uma pessoa rélpis, não sabe?
COXINHA – Poxa, Carro Velho. Desse jeito, eu fico até emocionado.
CARRO VELHO – Não é por menos. Você sempre foi uma pessoa estrogonoficamente sensível!
COXINHA – Isso é verdade. Mas quem não liga para um elogio seu é porque tem coração de barata. E meu coração é mole que só a peste, não é Doquinha?
DOQUINHA - Ééé siiimmmm...
CARRO VELHO – Mas fique tranqüilo, meu amigo. Esta sua emoção é mais uma conseqüência mediovágiel de sua grandeza. Coxinha, você é um lídel de audiência!
COXINHA – Eu já tô ficando encabulado...
CARRO VELHO – Fique não. Você é aomílde! Grande abraço, Coxinha!
COXINHA – Até logo, Carro Velho. Vai porque quer. Falta de amigo pra conversar é que não é.
CARRO VELHO – Até mais!
(...)
COXINHA – Vai... Vai... Vai te embora, carniça!
DOQUINHA – Coxinha, não fala assim do Carro Velho... Ele te elogia tanto...
COXINHA – Doquinha, quer apostar quanto que ele não sabe o que significa nenhum desse palavreado que usa?
DOQUINHA – Mas Coxinha, ele é tão sincero. Não fala assim do rapaz.
COXINHA – Não quero nem saber. Sujeito falando difícil não procedeu, a tesooooura comeu!
Carro Velho, o Rei do Elogio, o cabriocárico, fenômeno do YouTube, vai pro Fantástico!
Você conhece algum “sujeito inoxidável”? Não?!!! Pois, acredite, existe um! O nome dele é Carlos Alberto Domingos dos Santos, mas pode chamá-lo simplesmente de Carro Velho, o Rei do Elogio.
Assim ele ficou conhecido lá no município de Quixeramobim, interior do Ceará. O motivo do apelido foi um jipe caindo aos pedaços, que Carlos possuía quando trabalhava numa oficina.
Exímio criador de neologismos de fazer inveja a Graciliano Ramos (tudo bem, eu exagerei), o Rei dos Elogios, descoberto que foi pelo site Kibeloco, já é um celebridade no YouTube, onde estão disponíveis vídeos com suas locuções no programa “Amanhecendo na Difusora”, da rádio Difusora Cristal.
É impossível não rir ao ouvi-lo rasgando elogios como sujeito inoxidável, mediovágiel, cabriócrata, rélpis, estrogonoficamente sensível, mediocrático, subjetisvamente qualificado, retombante, cabriocárica, aomílde, batráquio, uma pessoa que merece o respeito tecnológico, entre tantos outros. Um dos destinatários dos elogios, inclusive, é seu próprio pai, Manoel Balbino.
Mas falta pouco para Carro Velho, atual vigia noturno do Paço Municipal e funcionário da loja de material de construção Comercial Cosmo, virar uma celebridade nacional. É que ele será entrevistado pela Rede Globo, mais precisamente no quadro “Me leva Brasil”, do Fantástico, apresentado por Maurício Kubrusly. Aguardem!!!
E eu fico só pensando como seria o encontro entre Carro Velho e Coxinha, personagem do humorístico cearense Nas Garras da Patrulha, que também é chegado num elogio. Ou como ele descreveria a Belina Mamão, candidata a carro velho mais famoso do Brasil.
Mas chega de blá-blá-blá e vamos ao que interessa. Com vocês, Carro Velho, um sujeito inoxidável!
Quando criança, eu sei que ouvi muito esta frase nos abarrotados corredores do Colégio das Neves: “Quem pode, pode. Quem não pode se sacode”.
Ela deve ter sido dita com aquele tom do ingênuo desdém infantil, como quem nega um lanche ao colega faminto.
Mas lembrada assim, na idade adulta, a frase dispensa ingenuidades. Ao contrário, ela me soa muito mais como alguma revelação atroz, que não nos deixa fugir daquela angustiante sensação de impotência frente às injustiças do mundo.
Fico pensando, inclusive, nos vários significados que o verbo sacudir-se pode adquirir no contexto da frase.
Acho que naquele mesmo dia, ao voltar para casa, devo ter ouvido a rainha dos baixinhos afirmar categoricamente na telinha da televisão: “Querer é poder”. Não poderia haver contribuição mais eficiente para o gérmen da frustração. Querer não é poder. Nunca foi. Se querer fosse poder não haveria fome no mundo.
E como ninguém pode com o tempo, embora não falte quem queira, os baixinhos crescemos todos e hoje perambulamos por outros corredores abarrotados, onde “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Engraçado, pois ter juízo deveria ser requisito muito mais para mandar do que para obedecer...
Outro dia, fiquei na dúvida se o poder corrompe mesmo ou apenas revela. Estas são situações distintas ou apenas dois modos de ver o mesmo fenômeno? Estas são opções necessariamente excludentes ou quiçá complementares?
De qualquer forma, acho que concordo plenamente com Abraham Lincoln: “Se quiser pôr à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder”.
Além de bela melodia, esta canção traz uma letra primorosa, com profundas verdades. Quer ver só uma coisa? Olhe estes primeiros versos:
Não adianta um pé de coelho no bolso traseiro,
Nem mesmo a tal ferradura suspensa atrás da porta,
Ou um astral bem maior que o da noite passada,
Pois toda sorte, tem quem acredita nela...
Uma grande porrada nas superstições e um doce elogio ao pensamento positivo. Pés de coelho e ferraduras nunca chegaram aos pés da força da fé.
Mas vamos continuar. Veja só esta segunda estrofe:
Não é preciso dizer que trará recompensa,
Não faça isso a muitos que gostam de criticar,
Esperam a sorte sentado sem sair do lugar,
Pois toda sorte, tem quem acredita nela...
E esta é mesmo uma significativa diferença entre os supersticiosos e os determinados. Aqueles são reféns de um pensamento mágico, que lhes aprisionam numa torcida inútil e paralisante.
Os determinados, ao contrário, fazem por onde alcançarem o que desejam.
Eles não esperam, sentados, pela sorte. Não ficam no mesmo lugar. Este verso, inclusive, lembra aquele do roqueiro Raul Seixas, da canção Ouro de Tolo: “Eu é que não me sento no trono de um apartamento, com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar”.
Outra estrofe:
Não adianta ir a igreja rezar e fazer tudo errado,
Você quer a frente das coisas olhando pro lado,
O céu que te cobre não cobra a luz da manhã,
Desperte pra vida e acredite a sorte é irmã...
Aqui vai uma crítica mordaz aos falsos religiosos, que confundem religião com teoria, quando na verdade é prática. Estas pessoas acham que ir à igreja é garantia de santidade. Levam uma vida de pecados e vão à igreja para caírem no auto-engano de que estão próximos de Deus.
Os três últimos versos desta estrofe são de uma beleza inegável. Querer “a frente das coisas olhando pro lado” acusa uma pessoa sem foco, sem coragem de enfrentar os desafios da vida. O terceiro verso faz bonito trocadilho com os verbos cobrir e cobrar, deixando ver que o paraíso não está à venda. Não há dinheiro que compre a luz da manhã. Ela é de graça. Lembrou-me um verso de Chico Buarque: “O apreço não tem preço”. Os dois verbos principais do último verso (despertar, acreditar) denotam a necessidade de uma postura ativa e positiva diante da vida.
Para quem não sabe, “Sorte tem quem acredita nela” foi tema da novela da Globo “Duas Vidas” (que não é Duas Caras), em 1976. Acho que ela também cairia bem como tema da Campanha da Fraternidade. O que você acha?
Veja esta canção na telinha do YouTube e depois deixe seu comentário.
Você sabia que Falcão tem um blog? Pois é, o Blog do Falcão existe desde 2005, mas não era atualizado desde junho daquele ano. Mas agora voltou com força total! Está sendo atualizado freqüentemente, com ótimos, divertidos e até críticos posts.
Quer exemplos?
Então vá lá e leia os comentários de Falcão sobre um vereador exorcista, sobre o que ele faria se fosse portador de um cartão corporativo, e sobre o carnaval, onde “ninguém é de ninguém”. E não deixe de ver sua carteirinha de sócio da Associação dos Homens Mal Amados do Estado do Ceará.
Sobre os leitores e seus comentários nos Contos Bregas
Alguns leitores me criticam:
[NATANAEL] SE VOCÊ REALMENTE GOSTA DISSO, VOCÊ É MUITO INCULTO, AMIGO. MAS ENTENDA QUE ISTO NÃO É UMA CRÍTICA NEGATIVA. É SÓ UMA CONSTAÇÃO DE FATO. MAS QUE É TRISTE, ISSO É. ADEUS.
[adilson ferreira da silva] uma merda, isso e falta do que faser. VAI TRABALHAR VAGABUNDOOOOOOOO.
Outros me elogiam:
[regina] Plena sexta-feira de carnaval e eu "trabalhando" resolvi então então procurar algum blog legal na net p passar o tempo: acabei encontrando mais do que procurava! Muito massa o seu blog Thiago, to me perguntando como ainda não tinha encontrando? Mas blz, so vê se não demora muito a fazer outra promoção do tipo da "foto de Marte" - ou de qualquer tipo - desde que o premio seja um dos seus livros, fiqu ei muito interessada por eles. Abraço, de sua nova visitante, mais que assidua!
Outros me dão informações:
[Fernanda] Eu vi na Wikipedia que o aniversário dela (cantora Kátia) é n dia 26 de março
E alguns ainda me fazem confissões:
[Bárbara][sickdomestic.blogspot.com] Meu antigo celular tinha um toque super brega que eu adorava. Era do Indiana Jones!
[josué][www.musicapopulardobrasil.blogspot.com] é Thiago, o tempo passa e tudo se renova, renova nada. O toque do meu telefone fui eu mesmo que fiz e, nele tem uma gravação: acorda, vc está atrasado!! não é brega, mas é estranho, dizem os meus amigos. Abraços
Eu devo muito aos leitores dos Contos Bregas. Muito obrigado a todos vocês!
Aniversário da cantora Kátia? Ela esteve no Superpop.
Ontem, uma quantidade enorme de pessoas chegaram neste brega-blog procurando por Kátia cega nos mecanismos de busca.
Isto pode ser explicado pelo fato de muitos terem visto Kátia no Superpop, apresentado pela Luciana Gimenez.
Algumas pesquisas continham a palavra aniversário. Será que a cantora de lembranças está fazendo aninhos? Na dúvida, vamos comemorar assim mesmo, vendo este emocionante homenagem que fizeram para ela no YouTube.
Estávamos todos sentados numa das barracas à beira da lagoa quando alguém teve a brilhante idéia de passear num daqueles patos gigantes.
Dez reais por vinte minutos. Entramos eu, minha esposa Renata, a tia Berlígia e seu filho Joaquim, garoto de seis anos que logo pediu para ficar na direção. “Mas você nem alcança os pedais”, argumentei.
Já quase no meio da lagoa, percebi que pedalava inutilmente. O vento era muito forte. Aquele pato estava simplesmente inguiável (será que esta palavra existe ou estou sendo influenciado pelos famosos autores de neologismos baratos?).
O fato é que não adiantava girar para a esquerda, pois o vento e a correnteza carregavam-nos para a direita. O inverso também era verdade. Parecia que o vento adivinhava minhas vontades e me contrariava propositadamente. Também não adiantava ir para frente. A única direção na qual o pato mais ou menos obedecia era para traz.
Ficamos boiando em círculo por um bom tempo. Quase invadimos a área reservada para os banhistas. E nada de conseguir estacionar o pato. O sol estava forte e minhas canelas já não agüentavam muito tantas pedaladas.
A tia caçoou de mim: “Pedala, Robinho!”. Minha esposa também disse: "Eu vou acabar virando uma bolinha de tanto girar". E até o pequeno Joaquim: “Bem feito. Não me deixou dirigir...”.
E eu me senti o Patinho Feio da história, como o Pato Pateta da canção de Toquinho: “Lá vai o pato, pato aqui, pato acolá. Lá vai o pato para ver o que é que há”.
Depois de muito penar, eu consegui chegar bem próximo da margem, pulei e puxei o pato pela mão até a borda. Ufa! Até que enfim.
O fato lembrou-me da piada contada pelo Espanta. Nela, o pai dá ordem ao filho para vender um pato na rua.
O menino sai de casa em casa. Numa delas, a porta estava aberta. Ele entra e vai direto para o quarto do casal. E flagra a mulher com o amante. Quando o menino oferece o pato, eles ouvem os passos do marido chegando. A mulher põe os dois e o pato no guarda-roupa. O menino diz que se o cara não comprar o pato, ele dá um grito. O cara compra o pato por um preço muito caro. E depois, ainda sob ameaças de grito, vende barato. E compra caro. E vende barato. E assim a noite toda. Pela manhã, o marido sai para comprar o leite.
O menino foge e leva muitos reais para o pai (dava para jantar carne de pato num restaurante chique). E ainda com o pato na mão. O pai sabe que o menino fez alguma coisa de errado e manda o filho se confessar na igreja. Chegando lá, o menino ainda tenta vender o pato para o padre. E aí... bem, aí se você quiser saber do final desta história é melhor ouvir na voz de quem sabe contar piada. Com vocês, Espanta! in memoriam.
Esse é um trecho do meu conto Arma de Vingança, inspirado e epigrafado pela canção homônima de Carlos Alexandre, cujo refrão diz “Eu fui usado como arma de vingança para fazer mal ao seu namorado”.
Além de conto brega, é conto de carnaval e conto sensual.
Trecho do conto Arma de Vingança
por Thiago de Góes
Eu e ela nos conhecemos num baile de carnaval, ano passado. Ela estava maquiada de gatinha, mas dava pra perceber a tristeza estampada no seu rosto. De longe, vi que algumas amigas consolavam a garota. Elas balançavam o corpo ao som das marchinhas tocadas pela banda de metais. Faziam caras e bocas de alegria, motivando a colega.
Eu já estava bêbado e não tive muito receio de me aproximar e jogar uma cantada qualquer, que não merece a lembrança. Não importa mesmo o que dissemos. Apenas o que vimos, apenas o que sentimos, apenas o que fizemos. Triste e selvagem, a felina chorava entre as serpentinas. Lembro do encontro das mãos. Apertei com força e puxei a gata para perto. Ela resistiu.
“Sua namorada não vai gostar”. Eu não tinha namorada. Eu não tinha compromisso com ninguém, a não ser com aquele momento mágico que me entorpecia a consciência. Não me restava nada mais a fazer, além de insistir infinitamente. Se fosse preciso, eu venceria pelo cansaço, nem que o mundo fosse pelos ares.
Eu precisava tocar naquele rosto, com a maquiagem desbotada pelo sol e lágrimas. Então apertei a mão dela com muito mais força e não disse nada mais. Apenas foquei minha visão naqueles olhos perigosamente tristes. E não havia mais carnaval. Eu e minha felina agora tínhamos muito mais do que sete vidas. Na verdade, éramos imortais.
Lembro que agora caminhávamos pela rua em busca do carro dela, que estava distante num terreno baldio e suspeito. Nós éramos totalmente desconhecidos, mas confiávamos um no outro, sem nos questionarmos por isso, em momento algum. Ela deu partida no carro. As coxas claras e macias ficaram mais duras quando o pé pisou na embreagem. Senti vontade de mordê-las. Senti vontade de beijá-las. Senti vontade de lambê-las.
Nós vamos para onde? Para qualquer lugar onde conseguirmos chegar. Loucura. Era madrugada e ela parou no sinal vermelho. Minha mão pulsava entre suas pernas e ela arfava e não sabia o que fazer. Disse apenas “eu não agüento mais” e retirou a calcinha por baixo da saia. Deu sinal verde e ela não teve condições de seguir em frente. Quando nós percebemos um velhinho nos observando no carro ao lado, fomos obrigados a partir. Depois ela também pegou em mim, com força, e já estava mais duro que a marcha. O carro ia devagar, cambaleando para um lado e para o outro. Variava de velocidade, ao sabor dos gemidos e sussurros. Nós chegamos num motel e não saímos do carro. O banco arriado. A porta da garagem aberta...