Kátia canta Lembranças no YouTube
Uma das canções mais lindas que já ouvi: Lembranças. Com vocês, Kátia!
Kátia canta Lembranças no YouTube
Uma das canções mais lindas que já ouvi: Lembranças. Com vocês, Kátia!
Incrível como algumas situações conseguem sintetizar o espírito de uma época. É o caso desta proposição de Susan Andrews:
Você já reparou quantas pessoas apertam o botão de “fechar” dentro dos elevadores?
Realmente, de médico, louco e ascensorista, todo mundo tem um pouco. Afinal, tempo é dinheiro. Time is money. El tiempo vuela. E ninguém jamais continuará numa boa, a não ser que se renda à lógica dos impiedosos e acelerados grãos de areia da ampulheta mágica de todos os nossos dias. Amém. Caso contrário, desista de ser alguém na vida.
Esta lógica está tão presente em nossos dias que nós já não mais pensamos nela. E quando nos deparamos com alguém que a questiona, somos impelidos inconscientemente a tratá-lo como algo jocoso e ridículo.
Valorizar os freios na idade do acelerador? Se você pensa assim, não fale para todo mundo. Cuidado. Pode pegar mal, infelizmente. Parece que seremos sempre avaliados pela quantidade de nossos passos, não importa o destino nem a qualidade das passadas. O importante é não parar, não perder tempo. A vida é curta e está permanentemente em jogo. Você vale o que produz.
É por isso que muita gente encara como piada uma coisa chamada Movimento Slow...
Por falar nisso, esqueci de perguntar:
Você já reparou quantas pessoas miram impiedosamente os ponteiros do elevador, parecendo mesmo acreditar no poder de sua torcida mental para que os ponteiros passem com mais velocidade?
Talvez sejam as mesmas que apertam desesperadamente o botão “fechar” dentro dos elevadores, ainda que a porta esteja atrasada apenas alguns segundos, e ainda que todos os outros colegas também se disponham a apertar o tal botão...
Quem matou Isabella? Laudos e perícias tentam responder à pergunta mais freqüente entre os brasileiros, nos últimos dias.
Na verdade, essa é uma falsa tentativa de reconstituir o passado, o segundo poder sobre o tempo, elencado por Arthur C. Clarke, no capítulo A respeito do tempo do livro Perfil do futuro.
Reconstituir o passado significa não somente vê-lo, mas recriá-lo, ressuscitá-lo, trazê-lo para o presente. Para isto, seria preciso conhecer cada informação do passado, ou seja, cada átomo e suas respectivas posições e velocidades. De posse deste conhecimento, poderia ser criado uma espécie de clone do passado no presente. Muito diferente de adivinhar o que aconteceu...
Assim, a garota Isabella poderia ser primeiramente observada desde o futuro. Toda a verdade sobre seu assassinato viria à tona. Quem a matou? A madrasta? O Pai? Uma terceira pessoa? Por qual motivo? Enfim, a cena completa. E melhor ainda: todos os átomos do seu corpo. Então, ela seria recriada, clonada no presente.
A nova Isabella, clonada desde o passado, viva no presente com todas as suas lembranças até o momento em que fora observada, estaria sendo de certa forma ressarcida pelo seu anterior assassinato?
Na opinião de Clarke, não. Na minha também. Por mais que admitamos que o clone seja completamente idêntico ao original, ainda não é o original. Ser igual é diferente de ser, entende?
Reconstituir uma Isabella no presente não livraria a antiga Isabella do sofrimento por que passou...
Para fazer isto, deveria ser possível mudar o passado. Mas este já é assunto para o próximo post. Enquanto isto, aguardemos o que acontecerá com quem já foi indiciado...
u primo de Salvador mandou mp3 de uma banda brega de Recife, cuja letra mistura francês e português. Eu, que sou bregueiro de Natal e moro em Fortaleza, disponibilizo a música para o mundo.
Tem coisa mais brega do que música brega? Tem: música brega cantada em outras línguas. Tem coisa mais brega do que música brega cantada em outras línguas? Tem: música brega cantada em mais de uma língua ao mesmo tempo. Tem coisa mais brega do que música brega cantada em mais de uma língua ao mesmo tempo? Tem não...
Muito obrigado, primo Victor!
Com vocês, atendendo a pedidos de quem já estava achando este papo todo de ficção científica muito pouco brega (Valeu, Sandro!), Academia da Berlinda cantando:
Quem souber francês, por favor, escreva a letra nos comentários, pois eu confesso que jé suis três fatigue!
Já imaginou se você pudesse percorrer 300 mil quilômetros em apenas um segundo? Muito rápido, né? Esta é a velocidade da luz. Se você, quando criança, já ficou de olho na geladeira, para saber se a luz interna se apaga ao fechar da porta, e acende logo ao abrí-la, deve ter uma noção de sua extrema velocidade.
Uma velocidade infinita, certo? Errado! Mesmo que ninguém alcance tal velocidade, ela é conhecida. Ela é limitada. Não passa daquilo.
Você já sabe onde estou querendo chegar? Veja bem, a luz é tão veloz, mas tão veloz, que nos dá uma doce ilusão de que as coisas que vemos acontecem no mesmo instante em que são vistas.
Não é verdade. Há um pequeníssimo e quase desprezível intervalo de tempo entre os fatos e suas percepções. Um “delay” que inconsciente e convenientemente ignoramos.
E assim como a luz demora um pouco (bote pouco nisso) até chegar aos nossos olhos, também o cérebro humano demora um pouco para “traduzir” a luz em cores e formas. Sim, ou você acha que as imagens vem prontas até nós?
Você já sabe onde estou querendo chegar?
Estou querendo dizer simplesmente que tudo o que vemos é passado! Apesar de vivermos no presente, tudo o que vemos, tudo o que sentimos, é passado! Um passado tão próximo que o confundimos com o presente.
Refleti sobre isso ao ler o capitulo destinado ao tempo, do livro Perfil do Futuro, de Arthur C. Clarke. Ele também faz esta observação: tudo que exeperimentamos é passado.
É irônico, pois ver o passado é um dos principais desejos humanos para controlar o tempo, sendo que tudo o que vemos JÁ É passado. Ou seja, nós desejamos algo que, de certa forma, já temos. Digo de certa forma, pois há uma diferença de grau e não de gênero entre estas duas formas de ver o passado.
Este “passado quase presente” que nos move diariamente difere em grau do “passado mais distante”, aquele do qual sentimos nostalgia ou curiosidade. O passado quase presente é o passado dos outros que nos afeta. Ou seja: não é o nosso próprio passado, pois nunca vemos a nós mesmos, com os olhos de outra pessoa. O passado mais distante pode ser o nosso passado que afeta os outros, pode ser o passado dos outros que nos afeta, e pode ser o passado dos outros que afeta os outros.
Está ficando complicado, né? O passado mais distante é muito mais complexo e, por isso, a visão dele é muito mais difícil. Alguém pode argumentar que “recuperar conhecimentos do passado”, por meio de modernos instrumentos de medida, seja uma forma de ver o passado. Não acho.
De toda forma, como bem observa Clarke, ver o passado pressupõe vários aspectos éticos e morais. Como encarar emocionalmente, a visão plena do holocausto, por exemplo? Como ficaria também a questão da privacidade?
São questões pertinentes. Tanto quanto saber se a luz da geladeira apaga-se ao fechar da porta...
Não é de se espantar que quatro dos sete tipos de controle sobre o tempo desejados pelo homem, segundo Arthur C. Clarke, sejam relativos ao passado. Mais da metade! 57,14%, para ser mais exato. Outros dois são relacionados ao futuro e apenas um, ao presente.
O passado é “o cara”. Se algum dia houver uma agência de viagens especializada no tempo, o pacote para o passado será de longe o mais procurado. Por quê?
As coisas que se podem fazer no passado trazem muito mais benefícios do que no futuro. Os arrependidos podem corrigir seus erros. Os nostálgicos podem reviver seus bons momentos. Os frustrados podem finalmente viver “a vida inteira que podia ter sido e que não foi”.
E não importa se a passagem for somente de ida. O passado seria como um gigantesco iceberg que está sempre navegando em direção ao futuro. Um dia, o passageiro naturalmente retorna ao ponto de partida.
O futuro, ao contrário, só tem graça com passagem de volta. Você arriscaria ir a um lugar que nunca viu e ninguém sabe como é, e ainda com o “sutil” agravante de não saber como voltar? E ainda na hipótese de que seja um lugar bom, melhor do que no presente, não lhe daria uma vontade danada de contar para as pessoas que ficaram no seu tempo? Ao invés disso, poderá restar-lhe apenas a incômoda fama de matuto do interior (passado) na avançada capital (futuro).
É, amigos. O futuro nunca será o destino preferido dos terráqueos. Pode chover promoção de R$ 50,00. As pessoas vão preferir sempre pagar o preço da classe executiva para o passado.
Ironicamente, a viagem ao passado é justamente aquela que a maioria dos cientistas consideram ser peremptoriamente impossível... Há inúmeras contradições lógicas das quais falarei mais tarde.
Mas eu falava dos sete tipos de controle sobre o tempo, elencados por Arthur C. Clarke no livro Perfil do Futuro. Quais são eles? Veja só:
- ver o passado
- reconstruir o passado
- mudar o passado
- viajar ao passado
- acelerar ou retardar o presente
- viajar ao futuro
- ver o futuro
Realmente, isto é coisa para Hiro Nakamura nenhum botar defeito!
Quando Arthur C. Clarke morreu, vasculhei minhas estantes, em busca do livro Perfil do Futuro. Havia lido a obra alguns anos atrás, quando ainda morava em Natal. Lembro-me do prazer de ler palavras tão sábias e, ao mesmo tempo, desprovidas de preconceitos intelectuais.
A admiração pela obra aumentou ainda mais quando soube ter sido publicada na década de 70 e que muitas de suas previsões já podiam ser vistas neste meu “futuro” que já chegou. Exemplo? O trem bala!
Tamanha abertura intelectual permite a Clarke fazer o percurso lógico até nas hipóteses das quais discorda, mesclando genialidade e humildade numa perfeita mistura homogênea.
Os dois primeiros capítulos do livro, inclusive, são reservados para explicar os dois principais motivos dos enganos de profecias: falta de ousadia e falta de imaginação!
O que pensar de alguém, por exemplo, que faz uso de sua reconhecida autoridade intelectual para afirmar categoricamente que determinada profecia tecnológica é impossível de ser realizada, mas é desmentido, ainda em vida, pela industrialização desta mesma tecnologia?
Mas eu dizia que vasculhava minhas estantes, quando soube da morte de Arthur C. Clarke, também autor de “2001, uma odisséia no espaço”, livro que deu origem àquele filme que muita gente diz que entendeu, mas não sabe nem explicar.
Muito bem, eu procurava pelo livro Perfil do Futuro. Não encontrei. Procurei por vários dias e nada. Perguntei a possíveis amigos a quem eu poderia tê-lo emprestado, mas ninguém estava com ele. Achei muito estranho um livro desaparecer assim que morre seu autor. Coincidência, né? Claro que sim! Ou você me acha uma pessoa supersticiosa?
Dias depois, achei! Estava numa caixa embaixo da cama do quarto de visitas, junto com outros livros que eu havia separado para vender no sebo. Será que Clarke ressuscitou numa realidade paralela? Claro que não! Ou você me acha uma pessoa mística? Garanto apenas que em nenhum momento pensei em vender este livro...
Tenho muito a falar desta obra. Por isso, dedicarei os próximos posts para analisar muitos de seus capítulos. Começarei por aquele que se debruça pelo tema que, na minha opinião, é o mais fantástico de todos: o tempo!
Aguarde. Nos próximos posts: tudo que penso sobre o tempo, seguindo o roteiro de Arthurt C. Clarke no livro Perfil do Futuro.
- Já bem o disse o Carro Velho: “a dengue é uma doença curovática”.
- Mais vale uma mosquiteca na mão que duas raquetes elétricas voando”.
- Um mosquito incomoda muita gente. Um prefeito incomoda, incomoda muito mais”.
- “Dengue que ainda me quer. Dengue que me pertenceu”.
- Dengue, não nego. Dengo, quando puder.
Veja vídeo de Morango do Nordeste em inglês
Dois anos atrás, eu havia divulgado a versão em inglês da música Morango do Nordeste. Batizada de Strawberry of América, a versão é interpretada por um cover de Elvis Presley, que atende pelo nome de Elzyo Silver. Na época, eu pedi para algumas pessoas me ajudarem na transcrição da letra em inglês.
Mas o que eu não sabia é que Elzyo Silver deu uma entrevista para o Jô Soares. Vejam só a performance de Elzyo Silver cantando Strawberry of América no Programa do Jô. E acompanhe a letra. E quem souber onde encontro a versão em italiano, interpretada por Mafalda Minnozzi, por favor informe nos comentários.
Morango do Nordeste/ Strawberry of America
Estava tão tristonho quando ela apareceu
I was so solitier when she apperars
teus olhos, que fascínio logo estremeceu
_____________________ made ma crazy
Os meus amigos falam que eu sou demais
My friends say that I am too much
mas é somente ela que me satisfaz
Its only her that satisfies me
É somente ela que me satisfaz
Its only her that satisfies me
é somente ela que me satisfaz
Its only her that satisfies me
Você só colheu o que você plantou
You had _____________________________
Por isso é que vos falam que eu sou um sonhador
that is why they say i am a dreamer
Me diz o que ela significa pra mim
Please tell me what she means to me
se ela é um morango aqui do nordeste
she is strawberry here of america
Tú sabes, não existe sou cabra da peste
I don't give up, I am resistent
apesar de colher as batatas da terra
I_________________ potetoes from land
com essa mulher eu vou até pra guerra
with this woman I go to war
OOOOOOOOOUuu, Its love
2X | ÔOOOOO Its Love
Its love
QUEM SOU EUJornalista,escritor, bancário, potiguar, 29 anos Meus Livros
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